25 de maio de 2018

Tudo bem pensar em você primeiro


A moda hoje em dia é reclamar do egoísmo das pessoas. Não julgo e nem condeno, muito pelo contrário: faço parte do time. Contudo, ando pensando a respeito e cheguei a uma conclusão que vai na direção contrária dessa tendência: de vez em quando, tudo bem você ser um pouco egoísta. Pasmem, mas repito: tudo bem.

É preciso pensar na gente para sobreviver no mundo. Isso não significa passar por cima dos outros para conseguir o que quer, muito menos não se importar com quem você ama. Porém, colocar-se em primeiro lugar te faz não se sentir culpado por não quer fazer social e preferir curtir a própria companhia em uma sexta-feira à noite. Você entende que não tem problema nenhum não ser a pessoa mais aberta do mundo durante uma fase difícil, quando suas forças estão concentradas em melhorar a situação. Também é ok não ligar para o que os outros pensam sobre algumas das suas atitudes – quando elas não prejudicam ninguém, é claro.

Falando nisso, pode ser que, nessa de se preocupar um pouco mais com você mesmo(a), você descubra que precisa se afastar de quem não te acrescenta mais nada e está te fazendo mais mal do que bem. O que, é bem possível, vai gerar protestos, mas que não serão suficientes para te fazer mudar de ideia se você tem certeza de que isso é o certo a se fazer.

O que eu quero dizer é: em alguns momentos, ser egoísta, no sentido de dar preferência aos seus sentimentos, é necessário e até saudável. É só assim que você vai conseguir organizar seus pensamentos para ser melhor para as pessoas que estão a sua volta. Contanto que o egoísmo não vire rotina, aqui está a minha benção: usufrua dele sempre que achar que precisa.
23 de maio de 2018

Coloque para fora!

“Never apologize for saying how you feel”.

Anote aí: o que você sente importa. Esconder, sufocar, fingir que não existe é um esforço inútil. O mundo tenta nos calar o tempo todo. Enxugue as lágrimas, sorria, olhe para as câmeras, ninguém viu, está tudo bem. Não, não está. O sentimento está aí dentro, debatendo-se para sair. Só porque ele se calou durante um tempo não significa que desapareceu por completo. Se ele não sair por bem, vai sair por mal, quando você menos esperar. E pode ser muito pior.

Por isso, fale o que você sente. Estou magoado(a). Não gosto de ser tratado(a) assim. Esse tipo de atitude me machuca. Eu preferia que você não falasse desse jeito comigo. Sim, fiquei chateado(a) com aquilo. Sinto que você não me escuta. Parece que você não se importa. Vou te contar porque estou agindo diferente com você. Preciso te dizer uma coisa que estou guardando já faz um tempo.

Ufa! Saiu. Não se desculpe. Você fez o certo, precisava falar. Agora, o próximo passo: escute.
21 de maio de 2018

Se você sente, demonstre


Pode até parecer que não, mas a verdade é que todo mundo anda se sentindo meio solitário. As redes sociais tentam dizer o contrário, porém, muitos andam caminhando há tempos de mãos dadas apenas com as suas preocupações e frustrações diárias, olhando para os lados sem enxergar ninguém com quem se possa dividir as angústias e até mesmo as alegrias. Nessa aparente escuridão total em que a maioria está imerso, acender a luz depende de algo simples e, ao mesmo tempo, desafiante: não ter medo de demonstrar o que você sente pelos outros. 

Se você ama alguém, fale. Se você admira, também. É difícil, eu sei, e pode ser que você receba alguns olhares desconfiados. Se você não se sentir a vontade, não precisa ser tão explícito, pois existem diversas formas de mostrar os sentimentos que estão aí dentro e que precisam sair para trazer mais cor para esse mundo tão cinza. Você pode escrever um bilhetinho e deixar na mesa do seu colega de trabalho que você adora e que anda muito estressado com o tanto de coisas para fazer, dizendo que você sabe que ele vai conseguir. Pode comprar uma flor para dar para a sua mãe em um dia que ela está meio chateada. Pode levar seu irmão no cinema para ele largar um pouco do celular. Pode mandar uma mensagem bonita para aquela amiga que está passando por uma fase ruim, para lembra-la do quanto ela é especial.

Mostre que você está ali sem esperar nada em troca. As pessoas merecem saber o que você sente por elas. Ou melhor: precisam.
18 de maio de 2018

Pausas para você


Durante um café, estava conversando com uma grande amiga e ela me disse algo que estou tentando aplicar na minha vida: todo dia, ela faz algo que gosta, por ela mesma. Achei genial. Para que esperar o fim de semana se você pode terminar a sua segunda-feira com um chocolate quente acompanhado de um bom livro, ou com o combo pipoca mais sua série favorita? Ninguém disse que era proibido tirar quinze minutos que seja para as coisas que amamos. A gente que acredita na ideia errada de que a semana é para responsabilidades e estresses, enquanto que apenas o sábado e domingo – e às vezes a sexta-feira – são para diversão e descanso.

Então, em qualquer dia que você sinta que precisa de um respiro – normalmente, todos -, pare durante um tempo para focar em alguma atividade que te faça bem. Medite. Escreva. Toque algum instrumento. Saia para caminhar com seu fone de ouvido e aquela playlist especial. Alongue-se. Coloque uma máscara no rosto para seu momento de beleza. Converse com seus pais ou amigos, pessoalmente ou por telefone. Planeje sua próxima viagem. Veja vídeos engraçados (vai por mim, dar risada é um remédio incrível para qualquer melancolia). São muitas opções simples que podem ser encaixadas no meio das tarefas cotidianas. Afinal, seu maior compromisso é com o seu bem-estar.
16 de maio de 2018

Autocoaching: lidando com as chateações


Desde que comecei a praticar o autocoaching, venho descobrindo formas de lidar melhor com as coisas que me machucam no dia a dia e que, no momento, eu não tenho como eliminar completamente. Isso porque, quando a gente começa a se conhecer melhor, descobrimos mais facilmente, por exemplo, o que pode desencadear uma angustiazinha chata, que nos acompanha o dia todo, e o que tem o poder de minimizá-la. Também entendemos porque nossas crises existenciais começam e a importância de combater esses pensamentos destrutivos antes que eles nos dominem por completo e nos impeçam de viver em paz.

Dessa forma, meu convite de hoje é que você preste mais atenção em você mesmo(a) e anote tudo o que não te faz muito bem. Pode ser uma pessoa que enche o saco no trabalho, trânsito, computador lento, comentários inoportunos, indiferença alheia. Faça esse exercício durante uma semana. Depois, organize suas anotações em uma lista e, na frente de cada chateação cotidiana, proponha uma maneira de diminuir os seus efeitos. Você vai perceber que, enquanto para algumas a única solução é aprender a lidar, para outras existem saídas simples que vão te ajudar a ter um dia mais leve. Exemplo: o caminho da sua casa até o seu trabalho é insuportavelmente chato? Melhore-o com uma playlist bem animada. Dizem por aí que quem canta seus males espanta. Não custa tentar, não é mesmo?

A ideia aqui é tentar não começar a segunda-feira já desejando pela sexta. Claro que ter uma boa semana não depende só de nós; existem muitos fatores que estão longe do nosso controle. Mas pelo menos a nossa parte estamos fazendo.
14 de maio de 2018

Sobrevivendo ao temporário


“People are temporary”. Vi essa frase circulando nas redes sociais um dia desses e ela casou certinho com uma reflexão que anda bastante presente na minha cabeça ultimamente: sobre como poucas coisas na vida são para sempre. É assustador pensar que, daqui a alguns anos, pode ser que as coisas e pessoas que te fazem bem hoje não existam mais. Dá vontade de sair por aí fazendo os outros prometerem que, não importa o que aconteça, eles vão continuar do seu lado. Esse tipo de promessa pode até oferecer um conforto ao nosso coração, mas não é verdadeira: a gente não consegue controlar o que está por vir.

Por isso que existe aquele sábio conselho de aproveitar o presente ao invés de ficar remoendo o passado e tentando adivinhar o futuro. É só no aqui e agora que podemos amar, abraçar, dar carinho e viver momentos que, se um dia serão apenas memórias, que sejam ótimas lembranças, daquelas que deixam nosso coração quentinho e uma saudade gostosa. Além disso, é no cotidiano que conseguimos dar motivos para as pessoas continuarem conosco; tentando, claro, sofrer o mínimo possível caso elas queiram seguir outros caminhos.

Isso não significa que não devemos fazer planos. Por exemplo, você não namora alguém pensando que, daqui há alguns meses, pode ser que vocês não estejam mais juntos. Da mesma forma, você não estuda ou trabalha sem pensar em como esses esforços vão te levar em direção aos seus objetivos. Mas, para sobreviver à impermanência da vida, a melhor coisa é aproveitar um dia de cada vez e deixar nossa marca por onde passamos.
11 de maio de 2018

Seu próprio porto seguro

“Que você seja a sua própria fortaleza nos tempos de medo e indecisão”.

É verdade que ninguém vive sozinho e é muito bom poder contar com quem a gente ama quando precisamos de apoio e carinho. Mas o que eu percebo é que, durante fases difíceis, muitas pessoas ficam igual loucas procurando em quem se apoiar para conseguirem ficar bem e, se estão sozinhas, entram em desespero, pois não conseguem conviver com os próprios demônios internos. Falta sintonia com elas mesmas, o que pode causar ainda mais angústia. Afinal, nem todo mundo está pronto para ficar do seu lado no exato momento em que você precisa, porque a vida dos outros também está acontecendo e exigindo atenção. E mesmo que não seja esse o caso, não dá pra negar que, infelizmente, o mundo está egoísta demais e não para por ninguém.

Assim, eu digo e repito: quem sempre está com você quando você precisa, independente de tudo, é só você mesmo(a). Portanto, saiba ser sua melhor companhia e seu melhor porto seguro. Encontre aí dentro a força que você precisa para encarar as crises de frente, sem medo. Descubra jeitos de se conectar com a sua essência, seja escrevendo, cantando, dançando ou lendo. Aprenda a segurar sua própria mão e repetir: vai ficar tudo bem, eu estou aqui com você. Dessa forma, as pessoas que você ama continuarão sendo ótimas ajudas, mas não vão superar o bem-estar e a paz que os seus momentos sozinho(a) conseguem proporcionar.