23 de outubro de 2017

Viver para os outros

"Os rios não bebem sua própria água, as árvores não comem seus próprios frutos, o sol não brilha para si mesmo. Viver para os outros é uma regra da natureza. A vida é boa quando você está feliz, mas é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa". - Papa Francisco 


Ir ao shopping e comprar um mimo para si mesmo(a) depois de uma semana difícil é maravilhoso. As meninas que o digam. Mas ver a carinha do seu amigo(a), irmã, irmão, pai, mãe ou namorado(a) quando recebem um presente que você escolheu especialmente para eles, com todo o carinho, e acertou em cheio, deixa o coração mais quentinho ainda. Receber elogios é muito bom e faz um bem danado pra autoestima. Mas distribui-los com sinceridade e receber sorriso em troca é melhor. Ser ajudado(a) te faz sentir amado(a) e protegido(a). Mas dar apoio para quem precisa, seja alguém que você conhece ou não, te traz uma sensação incrível de ter contribuído para a felicidade de uma pessoa. Pensar em nós mesmos antes dos outros e correr atrás da nossa própria alegria é necessário e totalmente saudável. Contudo, como nos ensina Papa Francisco, pensar também no próximo é a regra básica da natureza. Porque ninguém é feliz sozinho, e a coisa mais preciosa que deixamos nesse mundo como herança são as memórias das vidas que tocamos. Então, sempre que puder, deixe sua marca positiva e lembre-se que brilhar sozinho(a) pode parecer ótimo, mas ajudar as pessoas a brilharem também torna a sua luz muito mais forte. 

16 de outubro de 2017

Do what you love

"If you are not doing what you love, you are wasting your time."

Vamos ser honestos e realistas: nosso trabalho não é motivador e excitante todos os dias. O amor da nossa vida não é sempre a pessoa mais perfeita do mundo. Nossos amigos não são super legais o tempo todo. Porque o mundo às vezes acorda meio torto, e mais de uma vez por mês. Mas, ao mesmo tempo, a vida passa muito rápido, e quando tomamos consciência disso, entendemos que não existe tempo a se perder com o que não faz nosso coração bater mais forte. Isso não significa viver intensamente todo dia, porque não é prático e muito menos possível. Significa ter mais momentos de paz e felicidade para colocar na balança do que os tristes e desanimados. E a única maneira de conseguir isso é fazendo o que a gente ama. E com quem a gente ama. 
27 de setembro de 2017

Lady Gaga and me


Se você olhasse a minha biblioteca de músicas de quando eu tinha uns 13 anos, com certeza iria achar os principais hits da Lady Gaga. Sempre gostei de escutá-la. Porém, confesso que as roupas um tanto quanto excêntricas e alguns clipes um pouco perturbadores me impediam de acompanhá-la mais de perto. Mantinha a minha distância para dar atenção a outros cantores que, na época, combinavam mais com o meu estilo. 

Contudo, as coisas começaram a mudar neste ano. Primeiro, veio o Super Bowl. Eu sabia que ela iria se apresentar, mas não que eu ia ficar tão surpresa quanto eu fiquei, muito menos que eu iria assistir o show outras milhões de vezes durante o ano. Ela arrasou. Simples assim. Depois, veio as aparições de "cara e corpo limpo", deixando de lado as fantasias malucas. As revelações sobre a doença. As entrevistas sobre saúde mental. E, conforme Lady Gaga se mostrava e se abria para o mundo, mais ela me trazia pra perto. Sem aquele tanto de peças cobrindo-a, descobri uma mulher linda. Sem aquelas apresentações doidas, descobri uma artista pra admirar ainda mais. Ouvi "Joanne" (depois de todo mundo ter escutado, claro, porque se eu estivesse a par dos lançamentos da música, não seria eu) e "Million Reasons" virou um dos meus vícios. Não que antes ela não colocasse seu coração no que fazia. Mas, nesse CD, Lady Gaga colocou-se por completa. 

Acompanhei a contagem regressiva para o lançamento do documentário "Five Foot Two". Estávamos indo tão bem no nosso relacionamento, que eu queria mais. E eu tive. 

Em uma palavra, posso resumir o longa: descoberta. Você descobre porque a cantora usava suas roupas excêntricas e porque ela as abandonou por enquanto. Descobre a importância que a família tem para ela. Descobre a loucura de viver na pele de alguém famoso e todos os altos e baixos, excitação e desespero, grandes públicos e solidão. Descobre que talvez você também perderia a cabeça se tivesse um monte de gente encostando em você a todo momento e te pedindo coisas diferentes. Dá uma certa claustrofobia. Descobre o motivo dos artistas não estão sempre sorrindo e sendo os seres mais simpáticos do mundo. E descobre em Stefani Joanne uma mulher que está em constante crescimento e amadurecimento, e que tenta lidar com dores e sofrimentos físicos e psicológicos enquanto é observada por milhões de pessoas. 

Lady Gaga não é perfeita e quer deixar isso extremamente claro. Ela chora. Fica irritada. Brava. Tem momentos de chatisse. Mas ela mostra isso para o mundo, unindo todos os seus obstáculos pessoais ao desafio de simplesmente ser mulher. Em determinados momentos do documentário, tive vontade de abraça-la. De falar que tudo vai ficar bem. Que ela não está sozinha. Que ela é muito forte. E que os fãs de verdade vão entender porque ela precisou e precisa se afastar às vezes para cuidar de si mesma, e porque decidiu mudar seu estilo. 

É preciso muita coragem para expor seus momentos de maior vulnerabilidade. E mais ainda pra levantar a cabeça e mostrar que a vida segue e precisamos seguir junto. "Five Foot Two" é uma descoberta. E um aprendizado valiosíssimo. Vale cada minuto. 
25 de setembro de 2017

Never grow up


Quando recebo uma notícia boa, dou pulinhos de alegria, falo (meio) alto e fico sorrindo igual boba. Não é preciso muito pra me deixar feliz. Sou apaixonada por filhotes, montanhas-russas e praticamente qualquer coisa rosa. Gostaria que dragões existissem. E unicórnios. Ainda espero receber minha carta de Hogwarts. Não me importaria de ganhar uma coroa bem linda de presente. Na verdade, meu namorado já me deu uma para usar na nossa viagem para a Disney. Falando nisso, sei praticamente todas as músicas e já assisti 99% dos filmes produzidos pelo universo do Mickey. Os parques de Orlando são meu pedacinho de paraíso. Escrevo em um caderno especial (vulgo diário) quando preciso organizar meus pensamentos. Continuo acreditando que existem pessoas boas o suficiente pra compensar as maldades desse mundo. Amo abraços e carinho. Gosto que mexam no meu cabelo. Tenho um crush em livrarias e papelarias. Adoro dançar e cantar (mesmo não sendo boa em nenhuma das duas coisas). Se pudesse, usava vestidos e saias todos os dias. 
Moral da história: tenho 21 anos, mas ainda levo comigo, no meu coração e nas minhas atitudes, a pequena Ana Luísa (em idade, não tamanho), com toda a animação e esperança de uma fase da vida que nunca deveria terminar completamente. Com pitadas generosas de maturidade, força e esperteza que a versão mais velha exige. E, claro, com bem menos ingenuidade. 
22 de setembro de 2017

Seu coração merece

"Perdoe os outros. Não porque eles merecem perdão, mas porque você merece ter paz."

Guardar rancor machuca. Ficar revivendo os momentos que te prejudicaram faz mal. Tocar na ferida o tempo todo e não deixar que ela cicatrize por completo não vale a pena. Na maioria das vezes, não deixar o seu coração descansar acaba te afetando muito mais do que a pessoa que te causou alguma chateação. Inclusive porque ela já deve ter se perdoado, esquecido e seguido em frente. Então, faça o mesmo. Aos pouquinhos, deixe ir embora as lembranças ruins e livre sua cabeça desses pesos. Olhe para quem te causou algum sofrimento não com mágoa, mas apenas com a certeza de que é melhor não tê-la mais na sua vida. Porque raiva consome a gente por dentro e tira a nossa paz. Liberte-se. Aprenda a perdoar, não pelos outros, mas por você mesmo(a). 
20 de setembro de 2017

Playlist: músicas para acalmar


Pessoas ansiosas e nervosas como a escritora deste blog sabem a importância de encontrar distrações nos momentos que fazem nosso coração acelerar (que, no caso, são praticamente todos). Entre elas, poucas fazem mais efeito para mim do que ouvir música. Menos pela letra e mais pela melodia. Fechar os olhos, respirar fundo algumas vezes e tentar focar apenas no som que está vindo dos fones de ouvido consegue ter um efeito calmante nesta cabeça acelerada. 

Por isso, para exercer um serviço de utilidade pública aos meus colegas inquietos, decidi compartilhar uma playlist com algumas das minhas principais escolhas durante as visitas da ansiedade (a maioria, bem antigas). Diferentes cantores e temas reunidos com um único objetivo: tentar fazer a gente relaxar um pouco e entender que tudo vai, sim, dar certo. Ah, não custa lembrar: uma coisa de cada vez. Sempre. 

18 de setembro de 2017

"It" e a choradeira no cinema


Domingo é um dos melhores dias para ir ao cinema, ainda mais se for pra assistir um dos lançamentos mais esperados do ano. E foi com esse pensamento que fui com meu namorado conhecer o tão comentado "It", tentando me confortar com as críticas e comentários previamente lidos pelo Facebook, os quais afirmavam que não seria tão aterrorizante assim, já que havia uma mescla de sustos e momentos engraçados. Sem contar a participação do ator Finn Wolfhard, meu querido Mike, de Stranger Things. Portanto, estava mais tranquila do que o normal, levando em consideração que morro de medo de filmes de terror. 

Eu já sabia que a história começava com o sumiço do pequeno Georgie, que é sequestrado por Pennywise. O problema é que eu sou o tipo de pessoa que não consegue ver nenhum tipo de crueldade com crianças, e mesmo preparada, meus olhos encheram de lágrimas quando a cena aconteceu. Ele grita o nome do seu irmão, Bill, quando é puxado para o esgoto, porque sabe que ele o protegeria se estivesse lá. Mas não estava. 

O filme continua um ano após o ocorrido, e nada de Bill encontrar o caçula. Mas ele se recusa a acreditar que ele morreu e continua criando teorias de onde o pequeno pode estar, até mesmo quando seus próprios pais perdem as esperanças. Quando descobre que Georgie pode ter sido levado pelo tenebroso palhaço que estava causando o sumiço de outras crianças da cidade, ele não pensa nem meia vez para ir atrás do vilão, independente do quão assustador e perigoso seja. Porque ter irmão é isso: a gente faz qualquer coisa por eles. 

O fato é que, depois da primeira vez que as senti, deixei as lágrimas rolarem soltas toda vez que o sumiço de Georgie era mencionado. Enquanto a sala toda do cinema dava risada e tomava susto, eu alternava essas reações com choro. Porque eu sentia, no fundo do meu coração, a dor e o desespero de Bill por perder alguém que é simplesmente essencial. Me emocionei com a coragem e determinação de alguém tão novo. E torci com todas as minhas forças para que o pequeno voltasse para casa. Nunca quis tanto que um filme acabasse bem quanto esse. 

"It" causou mais soluços do que medo em mim, diferente do que provavelmente acontece com o resto das pessoas. Porque eu sou irmã mais velha. Eu sei que eu faria qualquer coisa. Absolutamente tudo. É um amor que só quem tem, sabe como é.