22 de setembro de 2017

Seu coração merece

"Perdoe os outros. Não porque eles merecem perdão, mas porque você merece ter paz."

Guardar rancor machuca. Ficar revivendo os momentos que te prejudicaram faz mal. Tocar na ferida o tempo todo e não deixar que ela cicatrize por completo não vale a pena. Na maioria das vezes, não deixar o seu coração descansar acaba te afetando muito mais do que a pessoa que te causou alguma chateação. Inclusive porque ela já deve ter se perdoado, esquecido e seguido em frente. Então, faça o mesmo. Aos pouquinhos, deixe ir embora as lembranças ruins e livre sua cabeça desses pesos. Olhe para quem te causou algum sofrimento não com mágoa, mas apenas com a certeza de que é melhor não tê-la mais na sua vida. Porque raiva consome a gente por dentro e tira a nossa paz. Liberte-se. Aprenda a perdoar, não pelos outros, mas por você mesmo(a). 
20 de setembro de 2017

Playlist: músicas para acalmar


Pessoas ansiosas e nervosas como a escritora deste blog sabem a importância de encontrar distrações nos momentos que fazem nosso coração acelerar (que, no caso, são praticamente todos). Entre elas, poucas fazem mais efeito para mim do que ouvir música. Menos pela letra e mais pela melodia. Fechar os olhos, respirar fundo algumas vezes e tentar focar apenas no som que está vindo dos fones de ouvido consegue ter um efeito calmante nesta cabeça acelerada. 

Por isso, para exercer um serviço de utilidade pública aos meus colegas inquietos, decidi compartilhar uma playlist com algumas das minhas principais escolhas durante as visitas da ansiedade (a maioria, bem antigas). Diferentes cantores e temas reunidos com um único objetivo: tentar fazer a gente relaxar um pouco e entender que tudo vai, sim, dar certo. Ah, não custa lembrar: uma coisa de cada vez. Sempre. 

18 de setembro de 2017

"It" e a choradeira no cinema


Domingo é um dos melhores dias para ir ao cinema, ainda mais se for pra assistir um dos lançamentos mais esperados do ano. E foi com esse pensamento que fui com meu namorado conhecer o tão comentado "It", tentando me confortar com as críticas e comentários previamente lidos pelo Facebook, os quais afirmavam que não seria tão aterrorizante assim, já que havia uma mescla de sustos e momentos engraçados. Sem contar a participação do ator Finn Wolfhard, meu querido Mike, de Stranger Things. Portanto, estava mais tranquila do que o normal, levando em consideração que morro de medo de filmes de terror. 

Eu já sabia que a história começava com o sumiço do pequeno Georgie, que é sequestrado por Pennywise. O problema é que eu sou o tipo de pessoa que não consegue ver nenhum tipo de crueldade com crianças, e mesmo preparada, meus olhos encheram de lágrimas quando a cena aconteceu. Ele grita o nome do seu irmão, Bill, quando é puxado para o esgoto, porque sabe que ele o protegeria se estivesse lá. Mas não estava. 

O filme continua um ano após o ocorrido, e nada de Bill encontrar o caçula. Mas ele se recusa a acreditar que ele morreu e continua criando teorias de onde o pequeno pode estar, até mesmo quando seus próprios pais perdem as esperanças. Quando descobre que Georgie pode ter sido levado pelo tenebroso palhaço que estava causando o sumiço de outras crianças da cidade, ele não pensa nem meia vez para ir atrás do vilão, independente do quão assustador e perigoso seja. Porque ter irmão é isso: a gente faz qualquer coisa por eles. 

O fato é que, depois da primeira vez que as senti, deixei as lágrimas rolarem soltas toda vez que o sumiço de Georgie era mencionado. Enquanto a sala toda do cinema dava risada e tomava susto, eu alternava essas reações com choro. Porque eu sentia, no fundo do meu coração, a dor e o desespero de Bill por perder alguém que é simplesmente essencial. Me emocionei com a coragem e determinação de alguém tão novo. E torci com todas as minhas forças para que o pequeno voltasse para casa. Nunca quis tanto que um filme acabasse bem quanto esse. 

"It" causou mais soluços do que medo em mim, diferente do que provavelmente acontece com o resto das pessoas. Porque eu sou irmã mais velha. Eu sei que eu faria qualquer coisa. Absolutamente tudo. É um amor que só quem tem, sabe como é. 
8 de setembro de 2017

Descansar e continuar

"Se você cansar, aprenda a descansar, não a desistir."

Quantas vezes por semana a gente afirma, com todas as nossas forças, que estamos cansados(as)? De certas pessoas, ações ou responsabilidades. Da rotina. De sentir as mesmas coisas pelos mesmos motivos. Afinal, exige muita energia da cabeça processar tudo o que nos machuca e desmotiva do jeito mais positivo possível e nos fazer seguir em frente. Por isso, em determinados dias, dá vontade de simplesmente jogar tudo pro alto, porque é mais simples e muito menos trabalhoso. Mas a alternativa, obviamente, não pode ser essa, já que existem outras melhores. 

Entre elas, momentos de descanso. Pode ser meia hora ou um sábado inteiro. E preenchê-los depende do que consegue te tirar da realidade por um tempo. Ler. Ver um filme ou série. Fazer exercícios. Ouvir música. Sair com a família ou amigos. Respirar fundo e deixar a mente desconectar dos problemas de sempre para estar preparada para enfrentá-los novamente. Porque a verdade é que eles não vão desaparecer se você decidir abandonar o barco. Vão continuar ao seu redor da mesma forma ou levar para coisas piores. Meio aterrorizante isso, mas é verdade. E é por esse motivo que desistir não é uma opção. Aprenda a parar por alguns minutos ou horas para continuar a ser forte depois. 
7 de setembro de 2017

Resenha: "Diga aos lobos que estou em casa"


Autora: Carol Rifka Brunt
Número de páginas: 464
Ano de lançamento: 1987
Editora: Novo Conceito
Classificação pessoal: 7/10

Ganhei esse livro de uma colega da faculdade, que disse que eu gostaria da história por ser um romance. Não esperava, contudo, que fosse um caso de amor tão... Inusitado. June é uma adolescente de 14 anos que se sente deslocada em sua realidade, sonhando com a vida em outras épocas, como a Idade Média. Sem muitos amigos e com uma relação conturbada com a irmã mais velha, ela encontra em seu tio Finn uma fonte de compreensão e carinho. Porém, quando perde seu único companheiro para a AIDs, June se depara com um passado dele e de sua mãe que ela não fazia ideia que existia, assim como uma pessoa em particular que pode ser a causa de Finn não estar mais com ela. 

Admito que a relação incomum entre sobrinha e tio causa um certo estranhamento, assim como as interações entre June e esse novo indivíduo que aparece na sua vida. Além disso, o enredo é devagar, e você fica bastante tempo esperando alguma coisa acontecer e os mistérios serem resolvidos. Isso porque a personagem principal faz reflexões o tempo todo sobre os seus sentimentos e sobre o amor - profundas até demais para uma menina de apenas 14 anos. 

Por outro lado, gostei do fato da história da família aparecer aos poucos, porque dá a chance dos leitores fazerem as conexões. Também me comovi com a quebra da relação entre June e sua irmã, Greta, que eram melhores amigas no passado e culpam uma a outra por terem perdido o que tinham. Quando as razões são apresentadas, eu não sabia de qual lado ficava. As duas estavam certas e erradas por diferentes motivos. 

No geral, curti o livro principalmente por fugir dos clichês românticos. O nome não dá pistas sobre absolutamente nada, e isso é bastante intrigante. Vale a pena. 
4 de setembro de 2017

Aquela sensação


Existe uma sensação única, tão rara quanto ganhar na loteria. É aquela que dura pouco, mas o suficiente pra te fazer maravilhosamente bem. É um momento em que tudo está no seu lugar. As amizades. A família. O amor. O trabalho. Os estudos. Tudo certo. Nosso coração fica quentinho, dá vontade de cantar todas as nossas músicas favoritas e dividir a felicidade com outras pessoas. Sorrir e dar risada ficam muito mais fáceis. Ao mesmo tempo, sabemos que é melhor guardar a maior parte desse sentimento para nós mesmos, porque divulgar muito e deixar aparente pode atrair mau olhado. Infelizmente, nada causa mais inveja do que ver outra pessoa tão feliz assim. 
Claro que, eventualmente, esse momento passa. Um dos nossos pilares acaba desequilibrando, por pouca ou muita coisa, e a vida volta ao normal. Mas aquela sensação deixa uma lembrança: de que, se soubermos como ser gratos e ir atrás da felicidade todo dia, dá, sim, para estar TUDO bem de vez em quando. E é incrível. 
1 de setembro de 2017

Pratique a gratidão

"A gratidão transforma o que temos em suficiente."

Estamos carecas de saber que vivemos em uma sociedade onde o sistema quer nos fazer acreditar que o que temos nunca é suficiente. Precisamos de mais roupas. Mais eletrônicos. Mais acessórios. Mais bens materiais. Mais amigos. Mais amor. E, apesar de termos consciência disso, nos deixamos levar por esta onda de nunca estarmos satisfeito com o que temos no momento. Conforme o mundo acelera, mais essa sensação de que não temos o que precisamos aumenta, junto com a angústia, a ansiedade e o nervosismo. Não é a toa que as pessoas andam um pouco doidas demais. Nesse ritmo, é difícil ser feliz, pois a felicidade é colocada em uma linha de chegada móvel, que avança junto com o corredor. 

No meio disso, a saída é simples: praticar a gratidão todos os dias. Fazer uma lista (mental ou em papel) de tudo o que vale a pena agradecer. Estar em um momento gostoso, fechar os olhos e simplesmente dizer "obrigado(a)". Para Deus, para o universo, para si mesmo, para qualquer um que você queira responsabilizar pelas vitórias e alegrias. 

O truque é se acostumar a se sentir grato(a) por cada pequena coisa e, sobretudo, pelas grandes. É viver o aqui e agora e não cair na armadilha de pensar que a felicidade está lá na frente. Porque ela está bem ao seu lado, todos os dias, sem que você, muitas vezes, perceba.