5 de junho de 2017

A gente anda muito reclamão


Está chovendo, vou me molhar inteiro(a) pra chegar no trabalho. Está fazendo sol há muitos dias, cadê a chuva? Tenho que acordar cedo amanhã, que droga. Não tenho que acordar cedo amanhã, sou inútil, não achei emprego ainda. Tenho que ir na academia, que preguiça enorme. Não tenho dinheiro pra pagar academia, um saco porque eu precisava emagrecer. Tenho que fazer vários trabalhos e provas, mas não tenho forças. Que tédio terrível! Vou sair hoje com os amigos, mas queria ficar em casa. Não tenho planos para o final de semana, que horrível, amo sair de casa! Queria viajar, mas estou sem dinheiro. Vou viajar, mas vou ter que ficar dez horas no avião, que tortura. Estou no show da minha banda favorita, porém queria estar mais perto do palco. Estou colado no palco, só que todo mundo fica me empurrando. Não consegui ingresso pra assistir o filme que eu queria na estreia. Consegui ingresso, mas vou ter que ficar um tempão em pé na fila... 

Tive que parar de escrever, porque estes exemplos estavam começando a me irritar. Foi aí que eu percebi: estou não só me descrevendo, mas a maioria das pessoas que conheço. Sempre achando tudo ruim. Sempre reclamando. Como não enchemos o saco de nós mesmos? 

Sabe essa pessoa? Então, não seja ela. Reclamar é o veneno mais eficiente para te cegar para as coisas boas da vida. 
16 de maio de 2017

Mudar é preciso

"Toda grande mudança é precedida pelo caos". 

Sabe aquela história de que a única coisa boa de se chegar no fundo do poço é que você só pode subir? Então, eu digo que, além de só ir pra cima, você tem a possibilidade de encarar as coisas ruins que aconteceram e te jogaram lá embaixo como um sinal de que as coisas precisam mudar. Afinal, é justamente quando está tudo ruim e sua cabeça está cheia de questionamentos e crises existenciais que vem a grande decisão: desse jeito, não dá mais. É o impulso que a gente precisa. 

Cortar ou pintar o cabelo, fazer tatuagem, comprar novas roupas, começar um curso, enfim, existem vários jeitos de mostrar para o mundo que você decidiu, a partir de hoje, fazer as coisas de um jeito diferente. Essas alterações na nossa aparência ou na nossa rotina nos ajudam a lembrar todos os dias que chegou a hora de viver de outra forma, ou de simplesmente deixar para trás o que não fazia mais sentido e buscar aquilo que, agora, vai nos fazer feliz de verdade. Mas lembre-se que você não precisa, necessariamente, marcar este momento fazendo algo que não quer. A força de vontade não vai ser menor, pois ela depende apenas de nós e da nossa determinação de não voltar a ser o que era antes. 

Toda grande mudança é precedida pelo caos. E toda decisão de mudar é seguida de grandes vitórias. Então, se você está passando por um momento de grande confusão, se acalme: coisas boas estão por vir muito em breve. 
9 de maio de 2017

Vai ficar mais fácil


Vim aqui nesta terça à noite para falar de uma música. Ela chama "Not today", do Imagine Dragons. E nos últimos dias, ela vem dando um jeito de encontrar comigo em vários momentos. Na rádio, enquanto vou para a faculdade ou para o trabalho. Na playlist que minha professora do pilates coloca pra tocar durante a aula. No youtube, quando eu estava escutando outra coisa e ela apareceu em seguida sem eu ao menos escolher. Em algumas lojas de roupa que fui. Enfim. Ela sempre aparece nos momentos que eu menos espero. 

Tá, mas e daí, você deve estar se perguntando. Daí que existe uma frase desta música que parece ter sido escrita para mim justamente para me ajudar neste momento da minha vida. Uma simples frase que está cruzando meu caminho para me lembrar de algo mais simples ainda. 

"It's gotta get easier, oh, easier somehow". Vai ficar mais fácil, de algum jeito. A melodia e o jeito que este trecho é cantado me diz que, não importa o que estamos passando no momento, não importa o quão difícil é dar os próximos passos ou se manter firme, as coisas naturalmente vão ficando mais leves. Eu acredito nisso e sempre que eu começo a duvidar, a "Not today" surge mais uma vez e canta suavemente para mim. 

Claro que pode ser uma simples coincidência. Mas eu prefiro pensar que é um sinal que não vai me deixar desistir. 

2 de maio de 2017

Resenha do livro: Holocausto Brasileiro


Autora: Daniela Arbex
Número de páginas: 255
Ano de lançamento: 2013
Editora: Geração Editorial
Classificação pessoal: 3/5

Essencialmente descritivo, "Holocausto Brasileiro" é um livro-reportagem escrito pela jornalista Daniela Arbex em que ela relata os horrores sofridos pelos pacientes de um dos maiores hospícios brasileiros: o Colônia, localizado na cidade mineira de Barbacena. Durante a maior parte do século XX, pelo menos 60 mil pessoas morreram neste hospital, sendo que a maioria tinha sido internada à força e cerca de 70% não tinham diagnósticos de doença mental. Sem nenhum tipo de fiscalização, eram submetidos ao campo de concentração brasileiro, como a escritora chama o local, quem era indesejado pela sociedade por inúmeros motivos que não por ter algum tipo de deficiência que impossibilitasse o convívio social. 
Desde o começo, fica claro que os dois principais objetivos de Daniela é fazer com que os leitores sintam-se indignados pela situação em que os internos ficavam durante sua estadia, às vezes eterna, no Colônia e reacender o debate sobre o tratamento adequado que o Estado precisa dar aos pacientes que possuem probelmas mentais. Usando de relatos de ex-funcionários, jornalistas, fotógrafos, médicos, psicólogos e até mesmo sobreviventes do hospício, a autora reconstrói os cenários de maus-tratos e condições sub-humanas que caracterizavam este local, deixando extremamente clara sua opinião por meio de sarcasmos e críticas explícitas. 
Como jornalista, esta leitura foi muito importante para que eu tomasse conhecimento desta mancha horrível na história brasileira, que eu desconhecia, e para aguçar minha curiosidade sobre como este assunto está sendo tratado atualmente no Brasil. Mas, para mim, estar diariamente em contato com tanta maldade e fotos deprimentes até o final da obra foi bem difícil, pois os relatos são, como eu disse no começo, bem descritivos. Claro, o objetivo era justamente este: chocar, indignar, entristecer. Por isso, minha principal crítica, na verdade, é apenas quanto ao fato de Daniela se colocar no meio do livro usando a primeira pessoa do singular, de uma maneira meio abrupta. Ou seja: você não espera que ela vai aparecer ali, do nada, pra contar um pouco do seu ponto de vista. Ela faz isso duas vezes e, particularmente, achei que podia ter separado uma seção apenas para sua experiência pessoal. 
Fora isso, admiro sua coragem de trazer de volta uma história que jamais pode ser enterrada, porque deve servir de lembrança constante para o governo sobre como não tratar quem precisa de ajuda. Cuidado, respeito e atenção apontam, sempre, para um caminho muito melhor. 
1 de maio de 2017

5 fotos, 5 momentos #1

Poucas coisas conseguem guardar tão bem as nossas memórias quanto as fotos. Sempre fui apaixonada por registrar as coisas mais importantes e relembrar de vez em quando como eu estava me sentindo naquela hora. Assim, decidi compartilhar aqui por meio de cinco fotos alguns momentos e aprendizados que tive durante o mês. Vamos a abril!
P.S.: acompanhe as fotos de cima para baixo, da direita para a esquerda!



1. Comecei a fazer estágio na Revista Absoluta em janeiro deste ano e tem sido uma experiência de aprendizado incrível! Fui muito bem recebida pelo pessoal de lá e agora já escrevo bem melhor do que quando comecei. Ainda tenho muito o que aprender e este mês que passou me mostrou, principalmente, que eu consigo produzir mais do que eu imago e ajudar a fechar uma revista em pouco tempo. Também aprendi que não adianta se martirizar tanto pelos seus erros, porque isso pode te impedir de tomar a decisão mais sábia: correr atrás de consertá-los e entender como não comete-los de novo. 

2. A Páscoa deste ano foi especialmente importante pra mim. No feriado, pude ficar na companhia da minha família por bastante tempo e isso foi extremamente importante pra me dar forças pra continuar enfrentando os desafios do último ano de faculdade. Com eles, eu lembro o real significado das palavras "amor", "carinho" e "cuidado", e entendo que nunca estou sozinha enquanto eu tiver pessoas que se importam comigo de verdade. E meu namorado, que me deu o ovo da foto, me lembrou mais uma vez que ele está sempre do meu lado, não importa o que aconteça, e me ama mesmo com os meus defeitos. 

3. No finalzinho do mês, viajei com as minhas amigas pra praia. Esta aventura vai render uma crônica, mas posso adiantar que foi nesta viagem que aprendi como nada pode estragar um passeio se você está disposta a aproveitar cada momento, independente do que aconteça. Choveu, fez um pouquinho de frio, acabou a energia onde estávamos hospedadas e eu tive um princípio de intoxicação no último dia. Nada disso foi suficiente nem pra começar a estragar os nossos momentos juntas. Nadamos no mar, rimos, conversamos, passeamos e aumentamos a certeza de que somos mais do que amigas. Somos uma família. Voltei pra casa com a maravilhosa sensação de que eu sou uma pessoa de muita sorte por Deus sempre preservar na minha vida quem realmente importa. 

4. No comecinho de abril, tive a oportunidade de entrevistar uma das blogueiras que eu mais admiro: a Beca Brait. Já postei um vídeo dela aqui no blog em um post que falei sobre como os influenciadores não tem, sempre, a vida perfeita que a gente acha e poucos tem a coragem de admitir isso. A Beca não tem medo de mostrar quem ela é, suas qualidades e defeitos, e eu ainda descobri uma pessoa muito gentil que está disposta a ajudar mesmo com a vida corrida que leva. Eu já conheci outros famosos que acompanho o trabalho e, infelizmente, me decepcionei algumas vezes. Mas não com ela, pelo contrário: fui embora mais admirada ainda. 

5. Comecei a fazer Pilates ano passado por conta de uma dor muito forte no ombro que irradiava pro meu braço. Nas aulas, minha professora descobriu uma escoliose, provável resultado de anos escrevendo de forma torta. Então, decidi, neste ano, começar a fazer duas vezes por semana pra concertar este problema. E também porque eu descobri no Pilates uma paixão. São os momentos em que eu desligo de tudo o que está acontecendo na minha vida pra focar no meu corpo e nos esforços que eu preciso fazer pra ele ficar melhor. Descobri que nós não fomos feitos pra ficarmos parados e que os exercícios são mais importantes do que imaginamos pra nossa qualidade de vida. Este mês, descobri que minha escoliose já está muito melhor. Yey! 
25 de abril de 2017

Não seja um porquê


Há algumas semanas, comecei a assistir aquela série que todo mundo está falando agora. "13 reasons why". Não me pergunte porquê, afinal, nunca fui de acompanhar o que está em alta no momento. Mas minha irmã insistiu e lá fui eu. Pretendo fazer um post mais específico sobre ela em breve. Deixa só eu ter coragem de assistir os dois últimos episódios. 

Porém, posso adiantar que esta série me fez pensar muito. Sobretudo, sobre o impacto que a gente tem na vida das pessoas a nossa volta sem ao menos perceber. Porque sabe, a gente é tão acostumado a focar apenas em nossas próprias angústias e preocupações, sempre voltados para a nossa própria bolha, que esquecemos facilmente dos outros e como podemos influenciar no dia de alguém. Positivamente ou, de forma mais comum, negativamente. 

Ouvi muitas pessoas falando que não conseguem assistir "13 reasons" porque é muito pesada. De fato. Mas é muito mais para quem, ao presenciar tanta maldade e descaso com alguém que não merece, sabe que, lá no fundo, tem algo em comum com os "porquês". Não necessariamente por ter feito as mesmas coisas, mas por ser fruto de coisas ruins tanto quanto Justin, Jéssica, Courtney ou qualquer um dos jovens da série. 

Comentários maldosos. Fofocas. Desprezo. Indiferença. Palavras que estão fazendo parte do nosso cotidiano sem ao menos a gente perceber ou se importar. Porque todos falamos que o mundo está piorando e ao invés de tentarmos melhorar, nos fechamos para tentar nos proteger e não damos a mínima se os outros estão conseguindo sobreviver. Se tiver que pisar, pisamos. Se tiver que prejudicar, prejudicamos. Se tiver que machucar, machucamos. 

Neste ponto, vale ressaltar que ninguém precisa ser anjo da guarda. Ou nunca errar. Ou ser sempre a melhor pessoa, a mais gentil e prestativa. Claro que não. Mas precisamos, sim, diminuir a quantidade de energia negativa que estamos exalando por aí. 

Assim, vamos trazer a série pra nossa realidade de uma forma mais leve: não seja o motivo da pessoa ter ido trabalhar estressada porque você não soube segurar um palavrão desnecessário no trânsito. Não seja o motivo de alguém se sentir envergonhada porque você divulgou uma fofoca. Não seja o motivo de um amigo se sentir menos importante porque você não mostra que se importa. Não seja o motivo de sua mãe chorar porque você foi grosso além da conta. Não seja motivo de angústia. De tristeza. Não seja um porquê do mundo estar piorando cada vez mais.

E se não for pedir demais, saia da sua própria bolha e faça sua parte para que ao menos o que está a sua volta seja melhor. Carinho. Gentileza. Compreensão. Cuidado. Preocupação. Amor. Respeito. Que estas palavras virem nossa nova rotina. 
19 de abril de 2017

Ainda estou aqui

Trabalhos finais de faculdade, preocupações com o TCC e responsabilidades no estágio. Pronto, comecei este texto apontando os três culpados por eu não estar escrevendo mais tanto por aqui. Chego tão exausta em casa alguns dias que só penso em terminar minhas últimas obrigações e cair na cama, sem tempo nem pra pensar no que aconteceu durante o dia. Durmo direto. Graças a Deus, insônia não é comigo. 

Mas quero me organizar novamente pra continuar a escrever pelo menos três vezes por semana no meu cantinho. Faço isso por mim, antes de mais nada, e por quem veio me perguntar porque eu parei de postar nesses dias que passaram. Quero continuar canalizando neste espaço energias positivas para que qualquer pessoa que passe por aqui sinta-se pelo menos um pouco mais leve e motivada a seguir em frente. Quero continuar me dedicando a uma das minhas grandes paixões, pois ainda tenho MUITO o que aprender. Quero escrever. 

Basicamente, este é um post sem muito conteúdo definido, apenas para lembrar o Reino das Palavras que eu ainda estou aqui. Nossa história de dois anos e alguns meses ainda tem muitos capítulos pela frente e não é porque estou um pouco atolada nestas últimas semanas que deixei-o completamente de lado. Jamais. 

Na sexta-feira, vou viajar com algumas amigas e espairecer a cabeça. Volto com muitas inspirações, ideias e, claro, textos e crônicas (ou "pseudocrônicas", pois ainda estou tentando). Aguardem. 

Enquanto isso, não se esqueçam: