27 de junho de 2015

Um pouco sobre Festas Juninas

Para mim, o mês de junho sempre chegou com ar de festa junina. Talvez porque a escola onde passei onze anos da minha vida é sede de uma das maiores festas de Campinas, e eu sempre ficava animada só de saber que ela estava chegando. É um momento de confraternização entre alunos, professores, ex-alunos e famílias. Um momento onde todos se juntam para ver as quadrilhas, comer comidas maravilhosas, dançar, rir, conversar. Um momento em que a mistura de todos esses elementos nos fazem esquecer dos problemas do lado de fora da festa, nem que seja só por algumas horas. 


Talvez nós nunca paremos para pensar nisso, mas as festas juninas são uma materialização da miscigenação cultural brasileira. Afinal, ela junta elementos de diferentes países em um só local: da França, veio a dança coreografada, característica típica das danças nobres francesas; já da China veio a tradição de soltar fogos de artifício, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. E de Portugal e Espanha, teria vindo a dança de fitas. Todos esses elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros nas diversas regiões do país, tomando características de cada uma delas. É uma festa de culturas, e mesmo sabendo disso, eu sempre me sinto mais brasileira ao participar; afinal, o que é o Brasil senão uma mistura de pessoas e tradições diferentes? 


Mas o que realmente me encanta em relação a essa festa é justamente o que escrevi no começo desse texto: o clima de felicidade que emana de todas as pessoas simplesmente não deixa que você fique triste. Não é como as outras festas, em que beber e ficar com diferentes pessoas são as coisas mais importantes: lógico que fazem parte, mas não são o foco principal. O foco é aproveitar com aqueles que amamos. É curtir e esquecer que a vida fora dessa festa fica muito difícil às vezes. É conseguir apreciar a mistura de culturas que se faz presente ali, bem como a junção de elementos mais modernos com elementos tradicionais. É tirar um dia para curtir tudo o que há de bom: comida, dança, família, amigos.

Estou romantizando demais essa festa? Pode ser que sim. Mas me deixem, sou apaixonada por ela, e o que é a vida sem paixões, certo? E, enquanto vocês leem esse texto, eu estou curtindo na minha antiga escola, curtindo tudo o que talvez não tenha conseguido ano passado por conta de uma única pessoa. Mas não esse ano. Esse ano, ninguém vai estragar meu dia. E viva São João! 

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