15 de julho de 2015

After all this time?

"And I know
It's only a story, but
For so many it's more than that
It's a world all on its own where we
Want to put on that Sorting Hat"
- Oliver Boyd and The Rememberalls 




15 de julho. Para alguns, mais um dia comum. Para os bruxos, um dia nostálgico: hoje, completam-se 4 anos desde que o último filme da saga Harry Potter saiu no cinema. 
Para alguns, apenas o final de uma história que começou há 25 anos atrás. Para os bruxos, o final de uma era.

Vamos pegar nosso vira-tempo e voltar no ano de 1990, quando uma mulher esperava um trem e, como num passe de mágica, começou a pensar na história de um menino que não sabia que era bruxo. Quatro horas depois, as aventuras desse menino estavam praticamente completas na cabeça dessa mulher, que, em 1997, dividiria com o mundo. O motivo da demora foi a falta de fé que muitas editoras colocaram no enredo; hoje, elas devem ter pesadelos com o sucesso que deixaram escapar. Mas essa mulher não desistiu: enfim encontrou um editor que, mesmo aceitando publicar a história, sugeriu que ela não usasse seu nome da forma normal, com medo de que o fato de uma mulher ter escrito o livro prejudicasse as vendas para o público masculino. Assim surgiu um dos pseudônimos mais famosos do mundo: J. K. Rowling.



Persistência. Essa foi a palavra chave para que Harry Potter se tornar-se um fenômeno mundial e influenciasse a vida de milhões de pessoas (inclusive desta que vos escreve). Se as rejeições tivessem feito com que Joanne Rowling desistisse, o mundo hoje seria um lugar muito menos mágico; porque essa mulher conseguiu criar um universo paralelo onde a magia existe e faz parte da nossa vida, nos ajudando a superar obstáculos e a acreditar que "a felicidade pode ser encontrada mesmo nas horas mais sombrias, se a pessoa se lembrar de acender a luz". 
"Mas Aninha, é só uma história, nada disso existiu de verdade." Não, na verdade, tudo isso existiu e ainda existe na cabeça de uma geração de pessoas que se encantaram e cresceram com os personagens dessa saga; mas por que isso deveria significar que é menos real?
Meu primeiro contato com o Harry aconteceu quando eu tinha 9 anos e disse para meu pai que queria ler um livro "sem figuras". Ele me deu o primeiro livro, disse que estava fazendo muito sucesso e que eu iria gostar. Dito e feito: 10 anos depois, eu ainda assisto todos os filmes, já li todos os livros (alguns mais de uma vez), tenho uma varinha e outros itens bruxos e choro que nem um bebê quando assisto o último filme. Porque ainda lembro daquele dia, 4 anos atrás, quando foi no cinema e pude ver tudo o que eu tinha lido no último livro acontecer: pessoas que eu considerava muito morrerem, minha casa ser destruída e meu grande amigo ir de encontro com a morte. Mas também vi esperança, felicidade e o bem vencer o mal, como sempre deve ser. Vi o final de uma história que me rendeu risadas, lágrimas, momentos maravilhosos e um amor pra vida toda: algo que me faz bem desde criança, e sempre vai fazer.



Pode ser que Hogwarts não exista de verdade, nem Harry Potter, nem Dumbledore, nem magia; mas o que existe e sempre vai existir é o impacto que tudo isso causou. Por tudo isso, pessoas viraram amigas quando reconhecerem no outro o mesmo amor e se uniram para fazer do mundo um lugar melhor (como a Harry Potter Alliance). Tudo isso já tirou muitos do desespero que a vida real causa, servindo como um refúgio. Porque ás vezes, o que a gente realmente precisa é fugir para outro lugar e reunir forças para encarar os desafios: e Hogwarts sempre esteve aqui para ajudar quem precisa.



No final, o que o mundo precisa não é de varinhas ou caldeirões mágicos, mas de pessoas que parecem malucas por acreditarem que um carro pode voar, que uma aranha pode falar e que um menino pode escapar da morte duas vezes; mas são essas pessoas que acreditam que tudo pode ser melhor e mais mágico. Afinal, o que é acreditar em magia senão ter esperança?
E daqui a alguns anos, quando eu estiver lendo meu livro e meus filhos me perguntarem se eu ainda amo Harry Potter, depois de todo esse tempo, eu só vou responder:



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