5 de julho de 2015

Be thankful

Sabe aquela história da gente só valorizar as coisas quando perdemos? Então, ao mesmo tempo que é algo tão clichê, e provavelmente por isso mesmo, é também algo que nunca entra completamente na nossa cabeça; o que se dirá no nosso coração.

Vou dar um exemplo besta, mas que serve para ilustrar meu ponto: sexta-feira, tirei meus últimos dentes do siso. Para quem nunca tirou, depois da cirurgia precisamos ficar sem comer alimentos sólidos por alguns dias; o que, para um estômago não tão forte quanto o meu, ocasiona uma dor muito desconfortável. É engraçado porque, na primeira vez, não sofri tanto quanto nessa no que diz respeito à recuperação: talvez por eu estar de férias, um tempo tão propício à pipocas, doces e outros alimentos difíceis de mastigar, senti muita, mas muita falta de conseguir comer direito.

"Ai Aninha, mas são só alguns dias, que drama, tem gente que passa por coisas muito piores!". De fato, não estou reclamando nem nada, afinal, já estou bem melhor e conseguindo comer mais. Mas, no dia a dia, não pensamos que benção que é conseguir comermos alimentos saborosos, e não só purê de batata gelado. Não pensamos o quanto é bom termos o que comer, quando muita gente não tem. Não pensamos porque é algo natural, faz parte do nosso cotidiano: assim, não enxergamos o quanto temos sorte por simplesmente termos alimentos na nossa mesa todos os dias. 

Quantas devíamos ser gratos, mas não somos? Eu, por exemplo, nessa minha manha de não querer mais comer só líquidos, esqueço a sorte que tenho por ter uma saúde que me permite curar muito rápido. Então, faço um convite: pare um minuto depois de ler esse texto e pense em todas as coisas boas que você tem. Esqueça o que você não tem, esqueça o que está machucando o seu coração por um tempo. E só agradeça. Lembrem-se sempre:

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