28 de outubro de 2015

Livros: passado, presente, futuro



Final de semana passado, minha mãe me chamou para arrumar a minha estante de livros com ela. Lá fui eu, toda feliz, porque essa tarefa ia reunir duas coisas que eu amo: livros e arrumar as coisas. Mas nunca que eu ia imaginar que ia ficar tão nostálgica quanto eu fiquei. Ver aqueles livros antigos, lembrar do cheiro deles, das imagens, das histórias... Tudo me lembrou o quão antiga e verdadeira é a minha paixão por eles. Eu passava horas folheando aquelas páginas, inventando mundos, aprendendo coisas, convivendo com os personagens. Eles foram o meu passado, ainda são meu presente e, se Deus quiser, serão meu futuro: espero que meus filhos compartilhem esse meu amor para que eu possa passar meus queridos para eles. 
CLARO que eu não consegui me desapegar de vários! Mas muitos eu mandei embora, para que possam fazer outras crianças felizes, que nem me fizeram. 
Aqui está uma pequena lista de livros que, apesar de eu não lembrar com precisão da história, sei que me deixaram encantada a ponto de não irem embora da minha estante.

1. Bisa Bia, Bisa Bel - Ana Maria Machado
É um livro infanto-juvenil que conta a história da relação de uma menina chamada Isabel com sua bisavó Bia que conheceu em um retrato de quando ela era pequena. Ele foi escrito em 1981 e no mesmo ano ganhou o Prêmio Maioridade Crefisul, Crefisul (Originais Inéditos). Ficou conhecido mundialmente e hoje se estima cerca de 500.000 exemplares vendidos. Ana Maria Machado conta que escreveu esse livro pela saudade que sentia das avós e queria contar sobre elas para os filhos. Não imaginou que fosse fazer tanto sucesso, chegando a ser considerado um dos dez mais importantes livros infantis do Brasil. 

2. Pollyana - Eleanor H. Porter
Foi publicado em 1913 e é considerado um clássico da literatura infantojuvenil. Afinal, quem nunca ouviu falar da menina que consegue achar o lado bom de todas as situações? Lembro que minha avó me deu esse livro depois que eu tive que passar um dia sem meus óculos, porque eles tinham quebrado e eu não usava lente ainda. Fiquei bem chateada porque nunca enxerguei direito, e via tudo borrado. Mas eu aprendi que, se mesmo nas grandes tristezas a Pollyana conseguia achar algo bom, eu conseguiria também em algo tão simples. E assim foi. 

3. Histórias de Bruxa Boa - Lya Luft 
Quem escreve bem de verdade, escreve para todos os públicos. Hoje, Lya Luft é colunista da revista Veja, mas ela também conseguiu escrever esse livro super fofo, que é resultado de um trabalho em equipe: as ilustrações são de sua filha Susana e a inspiração vem de sua neta. A bruxa boa é a própria Lya, que conta para sua neta os segredos da bruxaria. Minha mãe me deu esse livro para desde cedo eu me familiarizar com os grandes escritores do nosso país. 

4. O laço Cor-de-Rosa - Carlos Heitor Cony
Assim também foi com esse senhor tão respeitado na comunidade de escritores brasileiros, hoje editorialista do jornal Folha de S. Paulo. O livro conta a história de um avô que adorava contar histórias fantásticas para seus netos, e um dia decide adotar uma cachorrinha, chamada Mila. A neta, com ciúmes da nova integrante, fica chateada, e seu avô conta uma história sobre Mila não ser como os outros cachorros. Mas será que essa é só mais uma fantasia? 


Quais eram seus livros favoritos na infância? <3 

Um comentário:

  1. Só comecei a ter o gosto de ler na adolescência. Meus pais são do tipo que no máximo compravam aquelas historinhas de 1,99 e os livros que eram pedidos na escola então não tenho nenhum livro que me lembra a infância ahaha
    https://kamilacavalcante.wordpress.com/

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