25 de outubro de 2015

Sobre fazer as pazes... comigo mesma - por Júlia Groppo


Dia desses, me senti sozinha. Isso acontece com frequência, aliás; apesar de estar sempre rodeada de pessoas incríveis, é normal que a gente sinta uma solidão do tamanho do universo, certo? Foi aí que notei algo que já estava acontecendo há um tempo, eu só não estava enxergando: não havia me perdoado. Lá estamos nós, dia após dia, perdoando o pai, a tia, o irmão, os vizinhos e os amigos. Os conhecidos, as colegas de trabalho e até o papagaio. Mas aí, quando o assunto somos nós mesmos... Error 404 not found.
Pois é. O que esquecemos é o quão bom é conseguir sentir-se bem com quem a gente é, mesmo com todos os erros que já tenhamos cometidos. Mesmo que sejam milhares. Estar sozinho não deveria ser um sinônimo de tristeza, medo ou insegurança; deveríamos saber que a nossa própria companhia é a melhor da qual podemos desfrutar. Por isso, venho dar este conselho hoje: não importa quantas vezes você falhou, quantas pessoas você magoou ou quantas notas ruins você já tirou. Não se culpe pelo relacionamento que não durou, pela amiga que foi embora ou pelo conselho que você não soube seguir. Não tenha medo de olhar ‘’para dentro’’ e enxergar que você pode começar de novo. Todos nós podemos.
Fiz as pazes com a Júlia, perdoei todos os erros que ela havia cometido e entendi que, todas às vezes, na verdade, ela arriscou para conseguir o melhor. Desde então, tenho me sentido bem mais feliz.
Perdoem-se.

Júlia Groppo

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