25 de novembro de 2015

Livros que tiveram boa adaptação para o cinema!

Sabe aquele famoso papo de "o livro é melhor que o filme"? Então, é com certeza a frase que eu mais falo (por mais chata que ela seja, admito). Mas ao mesmo tempo, reconheço a dificuldade que deve ser para os diretores colocarem toda a essência de uma história em imagens para o cinema: achar atores certos para interpretar os personagens (que sejam iguais fisicamente, caso contrário, os fãs reclamam, mas que sejam igualmente bons atuando), compor os cenários da maneira que o escritor ou a escritora imaginaram e construir a história de maneira fiel. É um desafio e tanto. Por isso, nada mais justo do que tirar o meu chapéu para essas adaptações, que mantiveram-se o mais parecido possível com suas origens. 

1. A Saga Harry Potter. Diretores: Chris Columbus, Alfonso Cuarón, Mike Newell e David Yates. Produtor: David Heyman
No lançamento do último filme, JK Rowling agradeceu David Heyman por fazê-la confiar em cineastas, já que estava insegura quanto a transformar seus livros em filmes. Segundo o livro "Harry Potter, a magia do cinema: dos criadores da aclamada série cinematográfica", Heyman garantiu para a escritora que era muito importante para ele assegurar que o filme fosse o mais fiel possível ao que ela tinha escrito. "Ela foi a melhor colaboradora que um produtor poderia querer. É inesgotavelmente prestativa, sempre criteriosa e generosa em seus comentários sobe o roteiro e está sempre a disposição para responder perguntas e impedir que tomemos o caminho errado!", ressaltou o produtor. 
Deixando a ajuda de JK de lado, eu aplaudo de pé esses cinco cavalheiros: apesar de colocarem de fora alguns personagens e cenas, eles foram essenciais para tornar o mundo dos bruxos mais real ainda para seus fãs. Escolheram atores perfeitos e construíram os lugares bruxos da maneira que JK tinha imaginado. Mas, antes de tudo e o mais importante: não alteraram em nada a história original. Cheers!
Protagonistas e figurantes com o produtor, David Yates (o carequinha no lado esquerdo)
2. A Saga Crepúsculo. Diretores: Catherine Hardwicke, Chris Weitz, David Slade e Bill Condon.
Ok fãs de Harry Potter, nada de briga. Eu também adoro Crepúsculo, li todos os livros e preciso reconhecer que a adaptação para os filmes foi excelente. Com ênfase na perfeita sintonia entre Kristen Stewart e sua personagem, Isabella Swan (que faria uma cara de paisagem mais perfeita, gente?).
Em entrevista para a Capricho, Stephenie Meyer afirmou que não participou da escolha dos atores, mas sua opinião era sempre consultada. E disse que se espantou com a atuação de Robert Pattinson. "Rob é um ótimo ator e quando ele entra no personagem, fala como ele e se parece realmente com ele. Fiquei assustada quando o vi no filme", disse a escritora. 
Robert e Kristen gravando cenas de "Amanhecer parte 2" no Brasil 
3. A Culpa é das Estrelas. Diretor: Josh Boone
Com o olhar cuidadoso de John Green, que participou de todas as fases da produção do filme, acompanhou as filmagens e se tornou amigo da equipe, o resultado não podia ser melhor. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o escritor ressaltou que "os melhores livros do gênero, seja ficção científica ou romance, são aqueles que não subestimam os adolescentes e os respeitam. Acho que ‘A Culpa é das Estrelas’ será um sucesso no cinema por causa disso." E de fato, foi. O filme retrata a morte como algo triste, porém inevitável e parte da existência humana, e os jovens Hazel e Augustus como maduros o suficiente para lidar com ela da melhor maneira possível: vivendo o agora. 

Para quem quiser saber mais sobre o processo de construção desse livro, recomendo esse link: http://www.saraivaconteudo.com.br/materias/post/47175 (entrevista do John Green para a Saraiva Conteúdo). 

Pausa nas gravações para jogar pebolim

4. Se eu ficar. Diretor: R. J. Cutler
Inicialmente, Catherine Hardwicke seria a diretora desse filme (a mesma de "Crepúsculo"), mas foi substituída por um cineasta brasileiro, que também passou a tarefa adiante, para Cutler. Mesmo com esses contratempos (inclusive na escolha dos atores e atrizes), o filme saiu fiel ao livro, transmitindo toda a leveza e drama através das cores, músicas e até mesmo pela voz doce da atriz Chloe Grace Moretz (a preferida de Gayle Forman quando não estava definido ainda quem daria vida à Mia) e potente de Jamie Blackley (que de fato canta bem, igual no filme).  

Pausa para selfie!
P.S.: Em entrevista para o blog Coffes and Books, Gayle Forman deu um conselho para futuros escritores que eu vou levar para a minha vida (não tem nada a ver com o post, mas vou colocar mesmo assim):
"Você precisa achar a sua voz. Você precisa achar o assunto que te move emocionalmente, então você se perde escrevendo assim como você se perde lendo um livro muito bom. Esse tipo de “casamento” que precisamos ver nas páginas. Minha experiência escrevendo If I Stay realmente me mostrou que quando você escreve pelo amor da história e não se preocupa sobre o comércio, isto realmente irá brilhar, e algumas vezes, pode se tornar um livro comercial. Não ponha a carroça antes dos cavalos. Escreva primeiro. Se preocupe em publicar depois. Escreva, escreva e escreva um pouco mais. E, é claro, leia muito, também."

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