16 de novembro de 2015

Lição do principezinho



Esses dias, estava pensando na minha completa falta de talento para praticar o desapego. Principalmente, em relação a pessoas. Alguém pode estar me fazendo muito mal, mas até quando eu posso, penso em todos os momentos bons que vivi do lado dela, e simplesmente não consigo desistir. Isso é muito bom, e também muito ruim. Mas pelo menos, eu sei o motivo: ninguém nesse mundo é substituível para mim. Todos os que passaram pela minha vida tiveram um papel, e não consigo nunca encontrar um substituto para ele; porque ninguém consegue faze-lo tão bem quanto aquele que foi embora.

Aproveito essa reflexão acerca de mim mesma para perguntar: o que te faz ser único, tão único que ninguém nesse mundo pode te substituir? Não me venha com "nada". Sempre tem algo. Garanto que ninguém tem a risada como a sua. Ou consegue achar beleza das coisas mais simples que nem você. Ninguém dança, canta ou escreve desse jeito, com esse estilo, essa paixão, esses movimentos, essa voz, essa caligrafia. Ninguém dá conselhos melhores, ou abraços melhores. Ninguém se dedica a alguma coisa tanto quanto você. Ninguém tem o seu sorriso, os seus olhos, o seu cabelo. Ninguém é tão apaixonado por algo do jeito que você é. Ninguém conta piada melhor que você, ou tem tanta facilidade para fazer os outros se sentirem a vontade. Ninguém tem essa facilidade de conversar com todo mundo, ser gentil, prestativo, carinhoso. Ninguém tem essa paciência, essa bondade. 
Ninguém é como você. 

E por isso, as pessoas são únicas para mim. Elas me cativaram, e eu as cativei. E, como aprendi com um certo pequeno príncipe: "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". 

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