27 de novembro de 2015

O vício do amor

“Desejo que você se perca no outro, mas nunca se distancie de si mesmo.”
 Amar é uma coisa viciante. Já parou pra pensar nisso? Olha só: você pensa na pessoa o dia todo, sonha com o momento em que vai reencontrá-la, sorri ao lembrar dos momentos maravilhosos que passaram juntos e perde um tempão imaginando tudo o que ainda pode passar com ela. Você se encanta pelo sorriso dela, pela voz, pelo jeito que segura a sua mão e por cada pequeno gesto que ela faz (e essa, para mim, é uma das partes mais encantadoras). Você tem tanto dela guardado que acaba até pegando suas manias e seu jeito de falar. Enfim: você fica viciado na pessoa. É inevitável. Mas, assim como todo vício, amar pode ser perigoso se você confundir esse sentimento com devoção. Nunca se esqueça que você não ama uma divindade, mas uma pessoa, com muitas qualidades, mas também com muitos defeitos. Não se esqueça que essa pessoa vai errar muito, assim como você, assim como todos os seres humanos. E, acima de tudo: não se esqueça de que ela deve te amar do jeito que você é. Se for pra mudar, que ela te torne uma pessoa melhor, mas que nunca mexa na sua essência. Não deixe que ela te distancie de outras coisas que você também ama: família, amigos, hobbies. Não permita que ela te deixe tão viciado nesse amor que se esqueça que deve, antes de tudo, amar a si mesmo.


Ame mesmo, ame com todo o seu coração. Entregue-se completamente. Mas nunca se esqueça de quem você é.

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