5 de dezembro de 2015

Sobre crises existenciais


Sabe aqueles momentos em que você questiona sua vida inteira? Se você está no caminho certo, se está feliz com você mesmo, se está fazendo as coisas que realmente gosta? Já teve essas crises? Se não, meu amigo, você é um sortudo (e muito bem resolvido). Se sim, sabe exatamente do que eu estou falando.


O problema dessas crises é que a gente tende a travar. Perdemos a vontade de fazer até mesmo as coisas que mais nos deixam felizes. O desânimo bate, e vem aquela sensação de que nada vai ficar bem. De que o melhor mesmo é jogar tudo pro alto. Desistir. É tão mais fácil, tão tentador...

Mas calma. Não é bem assim. Quando a gente está no meio da tempestade, é difícil mesmo ver as coisas com clareza. Tente olhar de cima, ou peça para alguém olhar pra você. Como está a vista ai de cima? Garanto que não tão ruim quanto a gente pensou. Sabe por quê? Porque, de uma forma ou de outra, as coisas se ajeitam. 

Aceite o pleonasmo do "comece do começo". Faça as coisas que te deixam feliz, mesmo sem vontade. Faça também as que você é obrigado a fazer, mesmo sem vontade também. Se force a sair da cama. Vá no piloto automático. Ocupe sua mente para que ela foque o mínimo possível na sua crise. Depois, aos pouquinhos, comece a pensar em você. Onde você está agora, para onde quer ir? O que vai fazer para chegar lá? O que precisa mudar? Junte forças não só para se questionar tudo isso, mas para correr atrás das mudanças necessárias.

Um passinho de cada vez, ninguém aqui está com pressa. Já dizia Renato Russo: "temos todo o tempo do mundo." 

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