11 de janeiro de 2016

Tenha medos


Essa frase me define em diversos sentidos. 
Eu não tenho medo de coisas que muitas pessoas tem: montanha-russas e brinquedos radicais, provas como o vestibular, escuro. Mas, em compensação, morro de medo de praticamente todos os insetos existentes nesse mundo, tenho pavor de alguns filmes de terror e não sou fã de estar em algum lugar alto sem uma proteção. 
Sou ótima em escrever o que estou sentindo. A escrita me dá a segurança de rever o que eu disse e ter a certeza de que consegui me expressar bem. Mas falar o que está dentro dessa cabecinha olhando nos olhos de alguém, aí é outra história.
Enfrento qualquer prova escrita cabeluda que coloquem na minha frente, mas vai me fazer apresentar um trabalho gigante na frente de todo mundo. Me mandem fazer dez matérias para um jornal ou revista, mas não me coloquem pra apresentar um programa de TV. 
Tenho outros medos: perder quem eu amo, não ser boa o suficiente, ser uma pessoa inútil. Acho que, se a gente não tivesse medo de nada, a vida seria muito vazia. Por exemplo: que graça teria amar sem aquele conhecido medo de perder (que muitas vezes se reverte em ciúmes)? Como nós poderíamos ter a chance de ser melhor em algo sem a insegurança de não saber se fizemos um bom trabalho? Como seria viver sem a alegria de saber que enfrentamos nosso medo? Até mesmo: qual seria a emoção de ir em brinquedos radicais nos parques de diversão sem aquele friozinho na barriga? 
O medo torna nossa vida mais emocionante. E é dele que nasce a coragem.

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