1 de fevereiro de 2016

Eu, a lua e as nossas inconstâncias


Confesso que sempre achei lindas essas fotos que mostram as fases da lua. Acho que já deu pra perceber que eu sou fascinada por metáforas relacionadas a fases da vida, certo? Gosto porque elas me dão uma dimensão mais concreta do que se passa de forma tão abstrata aqui dentro dessa cabecinha. Já usei o mar, montanha-russa e estações do ano. Agora, lua, é a sua vez.  

Essa foto do nosso astro aumentando e diminuindo de tamanho de forma infinita me faz lembrar das minhas próprias mudanças. Como eu me sinto tão grande e tão pequena de forma contínua e alternada. Como às vezes minha autoestima está lá em cima e eu me sinto importante, capaz, determinada; e como às vezes eu me sinto somente um pontinho de luz no meio de uma galáxia cheia de estrelas muito mais brilhantes. 

A lua também me faz lembrar da inconstância dos meus sentimentos e opiniões. Como eles mudam de intensidade com o passar do tempo. Como um amor ou um ódio podem diminuir ou aumentar na mesma proporção, ou como uma verdade que eu considerava absoluta pode perder força a medida em que novas se revelam. Como uma dor tão opressora pode diminuir até desaparecer, e como uma felicidade aparentemente simples pode crescer até tornar-se dominante. 

Por fim, a lua é para mim uma lembrança sempre presente que nada nessa vida é pra sempre. E isso é horrível, ou maravilhoso; depende do seu ponto de vista. 

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