29 de fevereiro de 2016

Realidade líquida


Semana passada, fui convidada para uma palestra sobre jornalismo do futuro. O palestrante era ótimo, mostrou aos convidados como a nossa realidade se apresenta hoje e como os jornalistas precisam adequar sua profissão a ela. No final, ele usou um termo que me deixou pensativa, e daí a origem desse texto: realidade líquida. As pessoas não são mais fiéis a empresas, produtos, e nem mesmo umas ás outras. Elas escolhem aquilo que melhor atende suas necessidades no momento. E nada poderia definir melhor um mal-estar atualmente presente na minha vida do que essas duas palavrinhas.

Como eu disse inúmeras vezes aqui, eu sou uma pessoa apegada. Não abro mão de uma pessoa até que ela me prove que não vale mais a pena te-la na minha vida. E aí, eu pratico o desapego, que é mais doloroso em mim do que na maioria dos mortais. Mas, ultimamente, vem sendo ainda pior: preciso desapegar de uma pessoa que literalmente me descartou por eu não mais atender as suas necessidades do momento. 

Ok, vamos ser menos dramáticas. Deixe eu explicar melhor. No passado, essa pessoa estava perdida, e precisava de alguém que a escutasse. Que desse conselhos. Que cuidasse dela. Que estivesse lá de maneira integral. E eu estava. Mas aí, tudo se resolveu. Agora, é uma nova realidade para ela, muito melhor. E eu não faço mais parte, porque ela não precisa mais de mim. Simples assim.

Tá, não consegui. Mas é a realidade. Liquidez. Pessoas entrando e saindo com muita velocidade. E os sólidos são poucos, mas só eles ficam. 

(Desculpem-me o texto meio down para uma segunda)

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