2 de fevereiro de 2016

Ser mãe: um grande desafio, mas que vale a pena!

Para mim, o jornalismo não é só procurar novidades e entrevistar vários personagens para compor uma matéria. Jornalismo também é escutar histórias. Histórias, por exemplo, de pessoas famosas que fizeram, e ainda fazem, coisas incríveis. E também, por que não, histórias de pessoas que a primeira vista parecem comuns, mas que na verdade escondem lutas e feitos que as diferem do resto. Quer ouvir uma?

Há muito tempo, conheci uma menina através de uma amiga em comum. Adicionei no Facebook e comecei a segui-la no Instagram, mas sem mantermos mais contato. Um dia, vi que ela postou a foto de uma bebê recém nascida. Sua filha. A partir daí, acompanhei as postagens que contavam o crescimento e a luta dessa mamãe tão nova, mas ao mesmo tempo, tão corajosa. Decidi que esse era o tipo de história que eu queria trazer aqui.

Sorriso mais doce que existe! Foto: Arquivo Pessoal
Raquel tinha 16 anos quando, depois de fazer um exame de sangue, descobriu que estava grávida. Contou para o seu namorado, Geovanni, e juntos decidiram manter em segredo. “Ficamos tão decididos em guardar tudo para nós que escondemos de todos a gravidez inteira, inclusive dos nossos pais”, conta ela. “A maior dificuldade foi tentar lidar com tudo isso, o desespero, as emoções, e tudo dentro de mim mudando”. Durante todos os meses em que o bebê crescia dentro dela, Raquel usava roupas largas para esconder a barriga, que por sorte não ficou muito grande. “Eu não sabia o sexo porque não fiz pré natal e nenhum tipo de acompanhamento médico, por medo de contar a minha família”, revela.

A gravidez inteira foi um segredo compartilhado apenas por Raquel e seu namorado. Foto: Arquivo Pessoal
Os nove meses se passaram até que, no dia 13 de junho de 2013, Raquel acordou de madrugada com dores abdominais bem fracas. Conseguiu ir pra escola de manhã, mas as dores aumentaram tanto que resolveu ligar pra sua mãe, contando que estava grávida e que estava se sentindo mal. “Ela veio me socorrer. Quando chegou, pediu pra olhar a barriga, levantei a blusa e ela me disse que eu deveria estar de apenas três meses e tendo um aborto”, conta. Foram para o hospital, e lá Raquel foi atendida e ouviu os batimentos do seu bebê pela primeira vez. “Comecei a chorar de emoção. Foi aí que ela (a ginecologista) deu a notícia: vai nascer”.

Lívia chegou! Foto: Arquivo Pessoal
Depois de um parto natural que durou apenas 8 minutos, Raquel descobriu que era mamãe de uma menina, a Lívia, que nasceu perfeita e saudável. Sua mãe contou para a família, que ficaram espantados, mas ajudaram a comprar todas as coisas que ela ia precisar no hospital. “Eu não tive um chá de bebê, uma chance de mostrar minha barriga, malas lindas para a minha filha, mas tive a gravidez mais tranquila que eu poderia ter”, revela Raquel.

Primeiros meses da Lívia em casa! Foto: Arquivo Pessoal
Os primeiros meses são sempre os mais difíceis. “Eu não dormia direito, chorava quase todos os dias, até cheguei a pensar que estava com depressão pós parto. Mas depois do quarto mês eu já tirava de letra”, conta Raquel. No primeiro mês, sua mãe dormia no quarto com ela e a bebê para ajuda-la a amamentar; mas já no segundo mês, essa ajuda não era mais necessária. E quando ainda estava na escola, sua avó ajudava a cuidar da bebê, e agora na faculdade, é sua mãe que fica com a Lívia enquanto está na aula. “Fora isso, ela fica o dia todo comigo. Não acho legal jogar na mão dos outros”, afirma.

Família! Foto: Arquivo Pessoal
Mas o medo e a angústia durante a gravidez, as dores do parto e o desespero dos primeiros meses não são nada se comparados a momentos como o primeiro sorriso, a primeira risada, a primeira palavra e a primeira vez que a bebê andou sozinha. Raquel superou coisas que exigem muito de mulheres mais velhas, imagine de uma jovem adulta. Tudo pelo amor mais puro que existe no mundo.

E ainda aconselha as futuras mamães: “Não tenham medo da nova fase, saibam que vai ser difícil e que vai ter horas que você só queria sumir por um minuto, mas ser mãe é descobrir um amor fora do coração. E tudo vale a pena.”
Hoje, a Lívia já está com 2 aninhos, e cada vez mais linda! Foto: Arquivo Pessoal

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