23 de março de 2016

O que eu achei sobre "A Menina que Roubava Livros"


Já faz um tempo que a minha irmã ganhou do meu avô o livro “A Menina que Roubava Livros”, e leu bem antes de mim. No começo desse ano, finalmente decidi dar uma chance, mesmo sabendo através do senso comum que é um livro triste. Terminei esse final de semana, e aqui vão as minhas críticas:

Negativas: as coisas demoram muito para acontecer. Liesel e os outros personagens ficam muito tempo em uma mesma situação, até que finalmente algo acontece que muda algumas coisas (pensei que fosse um livro mais dinâmico). E, por saber que a história é trágica, você fica na expectativa o tempo todo de acontecer as tais tragédias; mas elas também demoram para chegar. Talvez seja porque o livro é escrito pela Morte, que é naturalmente dramática. Pois bem: ela dramatiza toda a história, mesmo quando coisas normais estão acontecendo. Além disso, achei que a história de mais livros roubados fosse contada.  

Positivas: Liesel sempre encontra maneiras de ser feliz, mesmo em uma Alemanha nazista: seu pai, o acordeão e a sua alfabetização; Rudy, suas aventuras e os jogos de futebol na Rua Himmel; Max, o compartilhamento de experiências e a vontade de diminuir a angústia do rapaz; e, claro, os livros. É uma lição e tanto para nós, que temos tanto e reclamamos mais um tanto. A menina também consegue, através de poucas palavras e muitas ações, definir o que os livros são para mim: atração inexplicável, paixão permanente e distração necessária. Por fim, o livro é muito fácil de ser lido, já que possui vários intervalos entre os parágrafos, e a escrita é leve (diferente do enredo, claro).

Se eu chorei no final? Não, mas quase. Se vale a pena ler? Sim, com certeza. Não só por ser um clássico, mas por te fazer entender que, além dos judeus, os alemães que não queriam a Segunda Guerra e toda a maldade cometida pelos nazistas também sofreram. E muito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário