22 de abril de 2016

Cada um sente do seu jeito

"Não generalize o sentir. Cada um sente da sua maneira."

A melhor coisa quando se está mal por algum motivo é conversar com uma pessoa que já passou pela mesma situação e sabe exatamente que conselhos dar. Isso nos passa aquele conforto de saber que não somos os primeiros (e com certeza não seremos os últimos) a passar por isso, e que se a situação não deixou vítimas fatais até agora, você não será a primeira. 


Essa frase aí de cima, na verdade, vai de conselho para a "pessoa que já passou pela mesma situação". Você pode saber como é, pode ajudar mais do que ninguém e até pode dizer o famoso "eu sei como você sente" com a melhor das intenções. Mas nunca ache que o que o outro está sentindo é exatamente como você se sentiu quando passou por isso. Porque não é. Você não sabe o quanto pode estar doendo, então não julgue dizendo que é drama, corpo mole ou coisa pior. Afinal, a maneira como lidamos com o nosso sofrimento é diretamente influenciada pela nossa história de vida, pelas nossas características psicológicas e por tudo de ruim que já aconteceu conosco; ou seja, é algo extremamente único e particular de cada um. Não cabe uma generalização, nem mesmo julgamentos. É simples: cada um sente da sua maneira.

Mas então, como é que se cuida de alguém triste? Gastando seus clichês. Mostrando que está ali pela pessoa. Deixando que ela chore e sofra o quanto quiser, porque a dor precisa ser sentida (disse tudo John Green). Dando motivos pra ela continuar, mesmo de coração partido. E, claro, mostrando que existe sim alguém que se importa. 

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