18 de abril de 2016

Cuidado com quem você convive


Trazendo um conhecimento recentemente adquirido em uma aula de Estética da Comunicação, Aristóteles dizia que o processo de imitação (mimese) é natural ao ser humano, porque é dessa forma que nós aprendemos: imitando (espero que essa parte culta do meu texto esteja realmente certa). É por isso que uma criança pode saber falar, mas não escrever: porque ela imita o que ouve dos pais e das pessoas que convive.

Ok, Aninha, legal, mas o que isso tem a ver com esse texto?
Tem a ver com a seguinte afirmação: a verdade é que nós nunca deixamos de imitar as pessoas com quem convivemos. Já perceberam como você tem manias da sua mãe, ou fala gírias igual a sua irmã, ou mesmo tem gestos que imitam um amigo ou amiga? Mas não para por aí: com a convivência, é muito fácil pegar aspectos da personalidade de uma pessoa, ainda mais de alguém com personalidade forte. E isso é ótimo quando esses aspectos te melhoram; mas péssimo quando te pioram, ou te mudam por completo e acabam te afastando de quem gostava de você do jeito que você era.

Por isso, aceitem esse conselho: muito cuidado com o que os outros estão te passando, muitas vezes sem você perceber. Se for pra pegar algo, que sejam só coisas positivas, que te acrescentem, ou coisas inocentes que acabamos pegando de qualquer jeito. Mas não deixem que a convivência com uma pessoa te passe os defeitos dela; bastam os nossos próprios.  

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