11 de abril de 2016

It's a trap!


Aos meus caríssimos colegas de faculdade que estão passando pelo mesmo mar de angústias e cansaços (mais conhecido como quinto semestre da faculdade) que eu: 


Nunca a frase "não está fácil pra ninguém" foi tão bem aplicada em um contexto. Todos nós temos vidas diferentes, estágios diferentes e obrigações diferentes, mas ao mesmo tempo, temos as mesmas provas nos aguardando, os mesmos trabalhos, as mesmas monografias e as mesmas inúmeras pautas em cima de nossas cabeças. Igual a gripe, o cansaço chegou mais cedo esse ano, vários dias antes do final do semestre; em junho, aquela faculdade será composta apenas por pó de futuros jornalistas. 

É, quem mandou a gente crescer? Ninguém, nem nós mesmos queríamos isso. Vamos ser sinceros e admitir que todos nós queríamos ser crianças pra sempre. Chegar da escola, fazer lição e passar o resto da tarde brincando e vendo filme. Dormir nove horas da noite. Ter um final de semana de verdade. Conseguir passear sem pensar nas obrigações que nos aguardam quando chegarmos em casa. É, meus caros, essa fase parece tão distante agora... 

Ok, já reclamamos, desabafamos, choramos, nos lamentamos e praticamos o famoso "rir para não chorar". Tá difícil mesmo e nós temos o direito de sermos as pessoas mais malas do planeta por alguns minutos. Mas ninguém aqui vai desistir. E não é porque "vai valer a pena no final"; é porque vai sempre valer a pena se conseguirmos enxergar um pontinho que seja de satisfação em todas as nossas milhões de responsabilidades. Satisfação ao receber uma nota boa, ou um elogio, ou uma pauta aprovada, ou uma merecida folga em algum dia. Satisfação em saber que estamos fazendo tudo isso para nos tornarmos, a cada dia mais, jornalistas fortes e maduros. Não tem jeito, todo mundo tem que crescer; então, porque não tentar tirar o melhor de cada dia, nem que esse melhor seja um mísero detalhe que nos trouxe um pouco de alegria? 

Assim, nessa segunda-feira, eu desejo força para todos nós, e que sempre encontremos motivos para continuar. E se realmente só sobrar o nosso pó, que seja o nosso pó que vai continuar estudando, estagiando, trabalhando e escrevendo até que cheguem os períodos de descanso. 

Á todos vocês, o conforto das seguintes palavras: ninguém está sozinho(a).

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