16 de junho de 2016

A tal da maturidade


É engraçado as reflexões que chegam na nossa cabeça de vez em quando. Esses dias, meu irmão estava chorando porque tinha batido o braço enquanto corria. Enquanto consolava ele, fiquei pensando: quando foi que eu parei de chorar quando me machucava? Parecia tão natural: você sente dor, você chora. 


Depois que o Joaquim voltou a brincar, começou a reflexão que levou a esse texto dessa quinta-feira (que normalmente não tem textos. Ainda estou voltando para a rotina). 

Sabe quando foi que eu parei de chorar quando eu caía? Quando aprendi que existem coisas muito mais sérias na vida para se chorar. E que se eu continuasse a derrubar lágrimas por qualquer coisa, as pessoas não me levariam a sério.
Daí, pensei em quando foi que eu parei de ter ataques de ansiedade e sensibilidade para algumas situações. A resposta: quando eu entendi que eu teria que enfrenta-las de qualquer jeito (e muitas vezes, sozinha) e que seria muito melhor para mim se eu pelo menos tentasse ser mais forte. E eu consegui. 
Ou seja: quando eu amadureci. 

Maturidade: a tal da palavra que só com o tempo a gente conquista. Sabe por que? Porque é só o tempo que nos ensina que não vale a pena sofrer por coisas pequenas quando já se tem coisas gigantes para se resolver. Ele ensina que não adianta a gente querer se estressar e brigar com cada coisa maldosa que as pessoas nos direcionam; ignorar é tão mais fácil. Ele também nos mostra que conviver com pessoas diferentes de nós é a melhor forma de crescermos como pessoas: aprendemos a conviver com opiniões contrárias, respeita-las e entender que elas não anulam um bom relacionamento. Também com o tempo entendemos que amadurecer não significa deixar de fazer o que a gente ama, ou deixar de lado a criança que um dia fomos: significa caminharmos sempre para uma melhor versão de nós mesmos, levando conosco tudo de bom que aprendemos em cada fase da vida e deixando para trás o que prejudicava nosso relacionamento com outros e com nós mesmos. 

Maturidade é o resultado da metamorfose que a vida nos causa constantemente. É a consequência da gente se arriscar a viver experiências novas, mesmo aquelas que nos assustam. É o que a gente usa quando escolhemos resolver as coisas de forma clara e simples; afinal, o mundo já anda tão complicado. Agora, se você acha que com o tempo está virando uma pessoa pior do que era, volta tudo e começa de novo: maturidade sempre deve ser algo positivo. 

E às vezes dá vontade de sentar e chorar, fazer uma birra igual criança? Ô se dá. Mas essa tal da maturidade nos impede de fazer isso ao sussurrar no nosso ouvido: você já é grandinho o suficiente para resolver isso de uma forma melhor, não?

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