20 de junho de 2016

Olá inverno


O inverno chegou oficialmente no Brasil e eu devo ser a única que não está comemorando esse fato. Sou um ponto fora da curva quando o assunto é tempo: desculpem, mas prefiro o verão. No frio, não tenho roupas para usar que não formem uma combinação um tanto quanto improvável (esses dias fui para a faculdade de alpargata e meia - que as blogueiras de moda nunca saibam disso) e sofro muito mais do que quando sinto calor. Eu tremo inteira com o mínimo vento, não tenho vontade de fazer nada além de ficar na cama no quentinho e até se mexer para alcançar a água parece um sacrifício. 


Ok, não posso falar que não curto nada nessa estação. Gosto muito quando posso ficar em casa vendo um filminho, ou ficar junto do meu amor. Mas a verdade é que coisas frias não me apetecem muito. Pessoas também não. Sabe, aquelas que a gente pensa que tem um cubo de gelo no lugar do coração? E não só os responsáveis pelas atrocidades que vemos todos os dias nas notícias, mas também aquelas que convivem conosco e que não conseguem nem falar um simples "bom dia". Ou dar o menor sorriso. Ou falar uma palavra carinhosa que seja pra você. Ao contrário: preferem os olhares penetrantes e as palavras malvadas. Me tremo inteira só de pensar. 

Mas nada é irreversível, muito menos o frio. Sempre vão existir aqueles aquecedores que salvam os nossos banhos e noites, e aquela água quentinha que esquenta todo o nosso corpo. Sempre poderemos nos esconder por baixo de roupas e mais roupas, e cobertores e roupões quentinhos. Também sempre existirão pessoas capazes de olhar mais fundo para dentro de toda a frieza de outras e levar um pouquinho de calor para elas. Conseguem esquentar nem que seja uma pequena chama e derreter uma partezinha desse gelo que muitas vezes foi colocado lá por puro ato de autoproteção. As pessoas quentes entendem os motivos e não julgam. Afinal, apenas um ato de amor pode curar um coração congelado. 

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