20 de julho de 2016

Dica: como cuidar de um peixinho betta!


Há mais ou menos três meses, eu decidi que estava na hora de ter um novo bichinho para cuidar. Depois que minha cachorrinha (Mel <3) faleceu no começo desse ano, meus pais decidiram dar um
break de animais que demandam muitos cuidados. Por isso, pensei comigo mesma: o que pode dar menos trabalho do que um peixinho? Resolvi, então, comprar o Aladdin, meu betta azul. 

Mas a questão é que não é porque o Aladdin fica o dia todo no aquário que ele não exige cuidados e responsabilidades. Por isso, decidi fazer esse post para aqueles que pensam em adotar um betta e querem saber direitinho como mante-lo vivo por bastante tempo. Vamos lá. 

1. Primeiro passo: a escolha da espécie
Escolhi o betta porque, por ser meu primeiro peixe, queria um bem resistente e que não precisasse de cuidados muito específicos. De acordo com minhas pesquisas, essa espécie é encontrada na Ásia, e vive em ambientes aquáticos com baixos níveis de oxigênio, o que já eliminava a necessidade da bombinha. Além disso, eles comem pouco e podem ser criados em aquários pequenos e, portanto, mais fáceis de manusear. 

Claro que também escolhi o betta por ser um animal muito lindo e inteligente (juro que o Aladdin reconhece a minha voz!). 

2. Segundo passo: listinha do que comprar
Antes de me aventurar na Cobasi para escolher meu peixinho, fiz uma lista de tudo o que ele iria precisar. Basicamente, o que um betta precisa é de:

1) Uma beteira: os preços variam de acordo com a forma e o tamanho, mas as mais básicas podem ser encontradas por valores entre R$15 e R$20. A minha eu comprei na Cobasi e custou R$16. 
2) Ração: esse tópico será ressaltado em breve. Mas os preços também variam, as duas que comprei paguei R$3 na Cobasi (a de bolinhas) e R$27,30 (a de fitinhas) em uma loja especializada. 
3) Condicionador de água: importante para eliminar os compostos da água da torneira que podem prejudicar seu peixe. Custa baratinho e você usa duas gotinhas para uma beteira de 1 litro por troca. Se não me engano, custou R$8. 
4) Aquecedor: necessário para o inverno, esse tópico será ressaltado em breve. Comprei o meu por R$20 em uma loja especializada. 
5) Termômetro: custa em torno de R$7 (sem ser eletrônico), e a temperatura ideal da beteira é de 22 a 25 graus.
6) Redinha: necessária para tirar o peixinho do aquário ao trocar a água, custa entre R$5 - R$10. 

Total aproximado que você vai gastar (mais R$7 do peixinho): R$90

3. Terceiro passo: aprendendo a trocar a água


Esse vídeo acima me ensinou tudo o que é preciso para trocar a água do Aladdin (aliás, recomendo todos os vídeos desse canal, são muito bons mesmo). Confesso que no começo eu MORRIA DE MEDO de tirar ele do aquário com a redinha, tinha pavor de pensar que ele podia cair e se machucar. Mas com o tempo eu peguei a prática, e a dica é fazer tudo devagarzinho e colocar o peixinho devagar no copo. Além disso, deixe esse copo longe de você para evitar esbarrar nele enquanto está limpando, ok?

Outra dica legal: caso você tenha esquecido de deixar a água limpa do lado da beteira no dia seguinte, basta verificar com o termômetro se a temperatura da água está mais ou menos igual a do aquário. Caso esteja mais fria, coloque o aquecedor no recipiente com a água nova por um tempo, até se igualar. 

4. Quarto passo: escolhendo o lugar ideal para o peixe
Desde que o Aladdin chegou, ele passou por dois lugares antes de eu encontrar o ideal para deixa-lo. Minhas recomendações: escolha uma superfície bem firme, de preferência um pouco alta para evitar que alguém esbarre (o móvel que o Aladdin fica é baixo, mas não tem muito perigo porque fica em um lugar que ninguém passa), iluminada e com uma tomada próxima para conseguir ligar o aquecedor quando necessário.

E também em um lugar que ele te veja, poxa. Não deixe-o sozinho e excluído!

5. Quinto passo: estabelecendo uma rotina
O betta come duas vezes por dia. Eu alimento o Aladdin de manhã, às 7h, antes de ir pra faculdade, e de novo às 19h. Veja qual o melhor horário para você e tente manter esse intervalo de 12h. Aproveite para checar a temperatura do aquário. 

Eu troco a água dele duas vezes por semana porque a ração faz muita bagunça. Geralmente, de quarta e domingo. Escolha dois dias mais tranquilos para você e reserve vinte minutinhos para a tarefa. 

Mais simples, impossível. 

6. Primeiro desafio: aquecedor
Eu comprei o Aladdin no final de abril, uma época que ainda não estava frio. Portanto, não comprei aquecedor, achei que não tinha necessidade por enquanto. Mas claro que não deu duas semanas que eu tinha ele o tempo começou a ficar frio. E como toda boa ansiosa, eu fui desesperada a procura de um aquecedor.

O primeiro que eu comprei foi uma experiência horrível. Eu liguei na tomada, coloquei na beteira... E ele explodiu. Assim mesmo. Detalhe: era de uma loja muito boa.
Tirei o meu peixinho do aquário em poucos segundos e limpei todos os resíduos, achando que ele nem ia sobreviver por ter entrado em contato com substâncias tóxicas. Juro que quase chorei. 

Mas ele sobreviveu. My badass fish. 

Daí fui em uma loja especializada, e pedi para o moço um aquecedor para uma beteira de 1L. Ele me trouxe o compridinho da foto. Perguntei para ele se não tinha perigo o aquecedor queimar meu peixe, e ele disse que era uma possibilidade, caso ele encostasse, e tentou me vender um outro aquecedor que fica por baixo das pedrinhas do aquário...Que eu teria que vender um rim para comprar.

Pensei comigo: não é possível que eles criam um aquecedor próprio para beteira que pode matar o peixe. Vamos testar.

Coloquei em um recipiente com água antes de colocar no aquário e liguei. Esperei um tempo até ele aquecer o máximo que dava. E não só ele ficou quente rapidinho, como percebi que não tinha nenhum perigo de queimar o Aladdin. 

Problema superado. 

7. Segundo desafio: ração
A primeira ração que comprei foi uma de bolinha, recomendada pela moça da loja que comprei o meu betta. Dava quatro bolinhas de dia e quatro de noite. 

Depois de um tempo, ele começou a fazer um cocô em forma de fio e branquinho. Fiquei preocupada e fui pesquisar. Mesmo que, ao se tratar de cuidado com peixe, a maior parte das opiniões não são unânimes, quase todos os sites diziam a mesma coisa: problema digestivo. O sistema do betta não comporta alimentos pesados e de difícil digestão, como essas bolinhas, que tem muita proteína. 

Segundo desespero. Parei no mesmo dia com a ração, e comprei uma nova, em fitinhas. No começo, ele não quis, mas acho que a fome bateu e aceitou. O problema melhorou, e agora eu só dou as bolinhas quando ele recusa a de fitinha, muito de vez em quando. 

A dica é: varie a ração de vez em quando para evitar esse problema. Evite as bolinhas ao máximo que der. São mais práticas, mas muito prejudiciais ao seu peixinho. 

8. Terceiro e último: nome
Superei o fato de que minha família vai continuar chamando o Aladdin de Jorginho. Vai entender... ¯\_(ツ)_/¯ 

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