27 de novembro de 2016

Os tais dos demônios internos


A primeira vez que ouvi essa denominação foi quando assisti o documentário da Demi Lovato em que ela fala sobre a sua luta contra os transtornos alimentares. Desde esse dia, a minha ansiedade, os meus medos, as minhas inseguranças e os meus pensamentos inquietos passaram a ter um mesmo nome e uma mesma classificação. São meus "
demônios internos", aquelas criaturas que surgem de dentro da gente e se alimentam da nossa energia positiva.

Curiosamente, depois que eu dei nome aos bois, ficou mais fácil aprender a lidar com eles. Talvez eu tenha entendido que eles não povoam apenas a minha cabeça, mas a de todo mundo; e quando a gente descobre que não estamos sozinhos, tudo fica muito mais fácil. 

Recentemente, eu entendi algo novo sobre essas criaturinhas que vivem comigo: é muito difícil afirmar que um dia elas vão sumir completamente. Afinal, algumas delas estão tão intimamente ligadas ao que eu sou, à minha essência, que me desfazer delas significaria me tornar uma Ana Luísa completamente diferente. E isso me parece um preço alto demais a se pagar pra me ver livre de algo que já me acostumei a conviver. 

Por exemplo: eu já me conformei que o demoninho da ansiedade será meu companheiro pro resto da vida. É ele que causa minhas dores no estômago, meus tremeliques e minha completa falta de calma diante de mudanças; mas é ele também que me obrigou a me preparar melhor para enfrentar algumas situações e me fez uma pessoa esforçada e dedicada. É ele que me torna mais forte depois de todas as nossas brigas em que eu saio vitoriosa. 

Claro que, ao longo dos anos, eu aprendi a diminuir a influência de alguns deles sobre mim. Espero continuar fazendo isso, inclusive com os novos que podem chegar. 

Mas não quero que eles sumam. Quero que eles continuem aqui pra me fazer sentir orgulho de mim mesma cada vez que eu consigo domina-los. Quero que eles continuem moldando quem eu sou da melhor forma. E quero que a nossa convivência continue sendo, na maior parte do tempo, pacífica. 

2 comentários:

  1. Hoje eu aprendi contigo a lançar um outro olhar aos meus demônios internos. Tudo é uma questão de perspectiva.
    Há alguns dias tive uma crise com meus problemas, tenho tanto pra contar, Ana. Fiquei sem celular e sem internet para me comunicar com você. Eu tô procurando a tal da resiliência, sabe? Acho que olhar as coisas sob uma outra perspectiva, uma perspectiva que encare mesmo esses problemas, pode me ajudar a superar, ou pelo menos a conviver com eles pacificamente assim como você.
    Saudades.

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    1. Nay, eu admito que não é fácil conviver com essas criaturinhas, mas olhar para elas com outra perspectiva faz tudo ficar mais fácil!
      Se precisar de ajuda com isso, você sabe que estou aqui! <3

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