30 de janeiro de 2017

Resenha do filme: Beleza Oculta


Diretor:
David Frankel
Elenco: Will Smith, Kate Winslet, Keira Knightley, Helen Mirren, Edward Norton
Duração: 1h37min
Classificação pessoal: 3/5

Antes de assistir esse filme, recebi a notícia de que, nos EUA, ele tinha sido massacrado por vários críticos. Achei estranho, porque o trailer prometia uma história emocionante e com grande lições de vida. Fui ler, então, as tais críticas. Nenhuma parecia fazer muito sentido. Pensei comigo mesma que devia ser porque ainda não tinha visto o objeto em questão. Assisti o filme, mas continuei achando que os pontos levantados por aqueles que não gostaram realmente não fazem sentido. 

Claro que eu não sou nenhuma especialista e, por isso, não posso dar uma opinião com mais profundidade. Mas posso, sim, dizer o que eu acho que espectadores comuns como eu vão achar dessa produção estrelada por Will Smith. E o que eu acho é que não tem como não se emocionar e não gostar. 

O enredo conta a história de Howard (Will Smith), empresário de sucesso que vê sua vida ir por água abaixo quando perde sua filha e entra em depressão. Sem nenhuma perspectiva de melhora, ele escreve cartas para o Amor (Keira Knightley), a Morte (Helen Mirren) e o Tempo (Jacob Latimore), sem esperar que as abstrações poderiam responder e lhe dar lições sobre o valor da vida. 

Vamos para os pontos negativos primeiro. Não gosto quando uma cena é muito repetida ou demora para passar (sei que é um recurso dos filmes de drama, mas mesmo assim, acho desnecessário), e isso acontece nos vários minutos em que Howard anda de bicicleta pelas ruas de New York. Como fã da atriz Keira Knightley, também fiquei decepcionada que sua personagem Amy só tivesse duas expressões: incrédula e embaraçada (palavras do New York Daily News que eu concordo). Além disso, achei que as abstrações poderiam falar mais e dar lições mais profundas e concretas, ao invés de ficar apenas no plano das interpretações. 

Por outro lado, achei fantástica a atuação de Smith. Ele conseguiu me tocar nas cenas em que coloca pra fora tudo o que sofre por dentro, com os olhos vermelhos e a expressão de um homem perdido. Também dou pontos muito positivos para a originalidade do enredo, que me fez pensar sobre o que eu diria para as abstrações se as encontrasse cara a cara. Por fim, levo comigo a lição de que não podemos controlar a Morte ou o Tempo, mas o Amor cura todas as feridas que eles possam deixar; ou, pelo menos, as tornam mais suportáveis.

P.S.: A mensagem principal do filme é: "Não deixe de notar e beleza oculta em tudo o que acontece". 

3 comentários:

  1. Não tinha ouvido falar desse filme ainda, mas pela sua resenha parece ser bem interessante. Sou bem chorona em filmes, então com certeza vou derramar umas lágrimas nesse!!

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    1. Bruna, é muito bom mesmo!! Assista, vale a pena e não segure as lágrimas!! <3

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  2. O filme apesar de muitos críticos não gostaram,eu gostei,na minha fase da vida,pois sei que não tenho mais o mesmo tempo de vida que vivi,faço do meu resto,momentos de prazer.A vida o tempo e a morte sem completam entre si,feliz que vive no tempo entre a vida e a morte com dignidade.Parabéns Ana Luisa pelas suas observações sobre o filme.

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