23 de março de 2017

Resenha do filme: A Bela e a Fera


Antes de mais nada, preciso dizer que este filme sempre foi um dos meus favoritos e esta princesa, a que eu mais me identifico. Quando soube que a Disney iria lançar uma versão
live-action com ninguém menos do que Emma Watson no papel principal, meu coração ficou muito mais feliz... E ansioso, claro. 

Até o dia do lançamento foram divulgados diferentes trailers e pequenas partes do filme para aumentar a curiosidade dos fãs. Eu devo ter visto todos umas mil vezes, sem brincadeira. Via e revia só pelo simples prazer de já ter uma pequena parte desta produção comigo. 

Sábado passado, fui finalmente assisti-lo. Depois, fui uma segunda vez no domingo. E aqui estão as minhas opiniões sobre este que, sem nenhuma dúvida, entrará para a lista de filmes que eu vou assistir várias e várias vezes. 

Diretor: Bill Condon
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad
Duração: 2h10min
Classificação pessoal: 5/5


Acho que o enredo é bem claro para todo mundo, mas de qualquer forma, ele gira em torno de uma jovem que mora em uma pequena aldeia na França com seu pai. Apesar de ter uma vida tranquila e pacata, Bela sonha em ver o mundo e encontrar uma pessoa que a compreenda e viva as aventuras do seu lado. Até que um dia seu pai, a caminho de uma outra cidade, é preso ao tentar colher uma rosa do jardim de uma criatura que vive em um palácio abandonado e com objetos falantes. Bela assume o seu lugar como prisioneira e, aos poucos, descobre a história daquele lugar e daquelas pessoas que foram amaldiçoadas por uma feiticeira. A Fera era, na verdade, um príncipe maldoso e egoísta, que deveria aprender a amar e ser amado antes da última pétala de uma rosa cair para se liberar do feitiço. 

Vamos a minha primeira consideração: não, este filme não é igual a versão mais popular em desenho animado. Ambas as produções podem ter as mesmas músicas e até mesmo falas parecidas, porém nesta nova produção é contada a história da mãe da Bela e da família da Fera, os criados do palácio começam a virar cada vez mais objetos conforme as pétalas da rosa caem, LeFou (fiel companheiro do vilão Gaston) se mostra um personagem diferente do que imaginávamos, existem músicas inéditas e Bela é uma inventora e mais forte do que sua antiga versão. 

Começando pela minha princesa favorita. Emma lhe deu toda a determinação, coragem e delicadeza que eu esperava dela. Luke Evans criou o perfeito charmoso e malvado Gaston e Josh Gad ficou responsável por dar o clima mais leve ao filme com as frases engraçadas e inteligentes de LeFou e seu jeito característico de gays. A animação da Fera é extremamente bem feita, principalmente os olhos, que refletem suas emoções de uma forma que nenhuma outra parte do seu rosto consegue e revela o príncipe preso dentro daquele corpo. Os cenários e figurinos são lindos e apropriados para a época. As músicas são um dos pontos mais fortes, pois foram interpretadas de uma forma animada e/ou romântica e, pessoalmente, aprovei cem por cento a escolha de mante-las igual do filme anterior. 

E a cena do baile, a mais famosa de todas, é estonteante. A música, as imagens, a dança, tudo conspira pra criar a sensação de que poderíamos ficar assistindo tudo aquilo para sempre. 

Porém, não posso dizer que este filme escapou de defeitos. Como tudo na vida, existem pontos negativos. O pior deles, na minha opinião, foi quando Bela volta pra aldeia depois de ser liberta para ajudar seu pai. No filme animado, conseguimos perceber pela forma como ela se despede de Fera e segura o espelho ao mostrar a imagem dele para os aldeões que está apaixonada. Emma não deixou este carinho claro e quando ela finalmente se declara, parece algo muito, digamos, "do nada". Também faltou mais emoção em uma das frases que eu mais amo neste filme: "Ele não é um monstro, Gaston. Você é!".

No mais, os personagens denunciam os poucos dias em que se passa a história, o que prejudica a criação do amor entre Bela e Fera já que é muito fora da realidade duas pessoas se apaixonarem em tão pouco tempo (considerando que uma delas é, vocês sabem, diferente demais). Também senti falta do príncipe: gostaria que falasse e aparecesse um pouco mais. Ele surge apenas no final do filme, como deve ser, mas justo quando deveria ser o seu momento dançando com a Bela e confirmando o seu amor, a produção divide a cena com personagens que já cansamos de ver. 

Nenhum destes pontos, porém, foi capaz de diminuir minha admiração pelo resultado. É apaixonante, emocionante e nos ensina, mais uma vez, como o amor, a compreensão e a gentileza são capazes de mudar o mundo das pessoas e quebrar qualquer maldição. Até mesmo aquelas que nós criamos para nós mesmos. 

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