12 de julho de 2017

Um abraço


O mundo desmorona à minha volta. Tudo cai, se despedaça, dá errado, vira de cabeça pra baixo. E quando eu acho que também vou me quebrar, vem os seus braços para unir os meus pedaços que ameaçam soltar. Eles me envolvem, me escondem, me protegem. Dentro, é quente e acolhedor. As lágrimas correm soltas. Elas não tem mais medo de cair e lamentar o que está acontecendo. Elas acharam um lugar seguro para isso. Mas, além de tristeza, também carregam alívio. Felicidade. E gratidão por, finalmente, terem um lugar para se desprenderem. 

Aos pouquinhos, a força vem chegando. Está ficando tudo bem. Nada é tão ruim quanto parece. As coisas vão se resolver. Afinal, ninguém consegue ter medo dentro de um abraço. Não tem como duvidar da própria capacidade de enfrentar os desafios. Lá, tudo é certo, possível e simples. 

Ok, hora de sair. Os braços vão se afrouxando, a troca de energias vai ficando mais fraca e o frio do mundo real vai voltando. Mas agora, finalmente, está tudo bem. O efeito leva um tempo para passar. Enquanto ainda está presente, aproveita-se para encarar os próximos obstáculos. Nos momentos de fraqueza, lembrar-se do calor daquele momento dá ânimo para continuar. Até que o ciclo se repete e é necessário um novo abraço para que tudo fique, mais uma vez, junto, organizado e sem danos. 

Ah, o abraço. Quanta coisa boa em um gesto tão singelo. 

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