30 de agosto de 2017

Resenha: "O mínimo para viver"


Diretora: 
Marti Noxon
Elenco: Lily Collins, Keanu Reeves, Carrie Preston, Liana Liberato
Duração: 1h47min
Classificação pessoal: 8/10


Depois de conquistar meu coração em "Simplesmente acontece", eu precisava ver o que mais Lily Collins poderia fazer em um filme tão complexo quanto este. E ela não me decepcionou. Ellen é uma jovem que sofre de anorexia e parece não encontrar mais nenhum sentido na vida a não ser se manter extremamente magra. Depois de passar por internações em diversas clínicas, ela vai mais uma vez para uma casa especializada, com outros jovens portadores de distúrbios alimentares. Dessa vez, será cuidada por um psicólogo que, com alguns métodos fora do convencional, tentará mostrá-la que vale a pena lutar contra a doença e permanecer viva.

Com sua atuação, Lily consegue passar o vazio existencial de sua personagem pelo sorriso que tenta mostrar que está tudo bem e pelos olhos que não deixam enganar o tanto que ela está perdida. Em meio a uma família que não consegue entender a complexidade do problema e porque ela ainda não está melhor, Ellen não tem mais esperanças de sair de sua condição. Não que esteja feliz assim, mas está conformada. Será que algo a acordará?

Sem usar linguagens que possam remeter a uma lição de como se tornar anoréxico (grande crítica negativa de "13 Reasons Why"), o filme apresenta um lado do distúrbio menos popular, mas igualmente chocante, além das dificuldades dos pacientes de fazer algo tão simples quanto comer. Ele busca nos mostrar que não é apenas uma recusa aos alimentos: é uma batalha contra o que é necessário para o seu corpo e o que a sua cabeça diz ser um crime. É sensível, tocante e uma importante lição de como lidar com as vítimas dessa condição, isto é, com carinho, paciência e, acima de tudo, respeito. Pois cada um tem o seu tempo para vencer os demônios internos. 

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