18 de setembro de 2017

"It" e a choradeira no cinema


Domingo é um dos melhores dias para ir ao cinema, ainda mais se for pra assistir um dos lançamentos mais esperados do ano. E foi com esse pensamento que fui com meu namorado conhecer o tão comentado "It", tentando me confortar com as críticas e comentários previamente lidos pelo Facebook, os quais afirmavam que não seria tão aterrorizante assim, já que havia uma mescla de sustos e momentos engraçados. Sem contar a participação do ator Finn Wolfhard, meu querido Mike, de Stranger Things. Portanto, estava mais tranquila do que o normal, levando em consideração que morro de medo de filmes de terror. 

Eu já sabia que a história começava com o sumiço do pequeno Georgie, que é sequestrado por Pennywise. O problema é que eu sou o tipo de pessoa que não consegue ver nenhum tipo de crueldade com crianças, e mesmo preparada, meus olhos encheram de lágrimas quando a cena aconteceu. Ele grita o nome do seu irmão, Bill, quando é puxado para o esgoto, porque sabe que ele o protegeria se estivesse lá. Mas não estava. 

O filme continua um ano após o ocorrido, e nada de Bill encontrar o caçula. Mas ele se recusa a acreditar que ele morreu e continua criando teorias de onde o pequeno pode estar, até mesmo quando seus próprios pais perdem as esperanças. Quando descobre que Georgie pode ter sido levado pelo tenebroso palhaço que estava causando o sumiço de outras crianças da cidade, ele não pensa nem meia vez para ir atrás do vilão, independente do quão assustador e perigoso seja. Porque ter irmão é isso: a gente faz qualquer coisa por eles. 

O fato é que, depois da primeira vez que as senti, deixei as lágrimas rolarem soltas toda vez que o sumiço de Georgie era mencionado. Enquanto a sala toda do cinema dava risada e tomava susto, eu alternava essas reações com choro. Porque eu sentia, no fundo do meu coração, a dor e o desespero de Bill por perder alguém que é simplesmente essencial. Me emocionei com a coragem e determinação de alguém tão novo. E torci com todas as minhas forças para que o pequeno voltasse para casa. Nunca quis tanto que um filme acabasse bem quanto esse. 

"It" causou mais soluços do que medo em mim, diferente do que provavelmente acontece com o resto das pessoas. Porque eu sou irmã mais velha. Eu sei que eu faria qualquer coisa. Absolutamente tudo. É um amor que só quem tem, sabe como é. 

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