7 de setembro de 2017

Resenha: "Diga aos lobos que estou em casa"


Autora: Carol Rifka Brunt
Número de páginas: 464
Ano de lançamento: 1987
Editora: Novo Conceito
Classificação pessoal: 7/10

Ganhei esse livro de uma colega da faculdade, que disse que eu gostaria da história por ser um romance. Não esperava, contudo, que fosse um caso de amor tão... Inusitado. June é uma adolescente de 14 anos que se sente deslocada em sua realidade, sonhando com a vida em outras épocas, como a Idade Média. Sem muitos amigos e com uma relação conturbada com a irmã mais velha, ela encontra em seu tio Finn uma fonte de compreensão e carinho. Porém, quando perde seu único companheiro para a AIDs, June se depara com um passado dele e de sua mãe que ela não fazia ideia que existia, assim como uma pessoa em particular que pode ser a causa de Finn não estar mais com ela. 

Admito que a relação incomum entre sobrinha e tio causa um certo estranhamento, assim como as interações entre June e esse novo indivíduo que aparece na sua vida. Além disso, o enredo é devagar, e você fica bastante tempo esperando alguma coisa acontecer e os mistérios serem resolvidos. Isso porque a personagem principal faz reflexões o tempo todo sobre os seus sentimentos e sobre o amor - profundas até demais para uma menina de apenas 14 anos. 

Por outro lado, gostei do fato da história da família aparecer aos poucos, porque dá a chance dos leitores fazerem as conexões. Também me comovi com a quebra da relação entre June e sua irmã, Greta, que eram melhores amigas no passado e culpam uma a outra por terem perdido o que tinham. Quando as razões são apresentadas, eu não sabia de qual lado ficava. As duas estavam certas e erradas por diferentes motivos. 

No geral, curti o livro principalmente por fugir dos clichês românticos. O nome não dá pistas sobre absolutamente nada, e isso é bastante intrigante. Vale a pena. 

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