5 de fevereiro de 2018

A lista do bem


Quem me conhece, sabe que eu sou a louca das listas. Organizar tudo quanto é tema em números, itens ou bolinhas me proporciona a maravilhosa e viciante sensação de que, nem que seja por alguns minutos, eu tenho o controle de algo da minha vida. A imprevisibilidade e o caos do dia a dia sempre me assustaram, por isso, encontro paz em escrever quantos filmes eu quero assistir no cinema esse ano (assim, eu não corro o risco de perder nenhum), quantos livros estão esperando para serem lidos aqui em casa (se eles demorarem para receber minha atenção, pelo menos sabem que foram lembrados) ou quais são minhas responsabilidades para aquela semana (alou, memória pouco confiável). Também mantenho sob supervisão meus gastos do mês (muito útil, inclusive) e quantos produtos de beleza eu tenho para não esquecer de usá-los antes que vençam (ok, talvez nem tão necessário assim. Mas ei, eu disse que era viciante). Esses dias, contudo, eu comecei uma lista importantíssima. 

A ideia nasceu mais ou menos assim: eu estava deitada no conforto da minha cama, debaixo das cobertas (luxo que, em pleno verão, só poderia ter sido proporcionado pelo querido ar-condicionado), lendo minha amada Martha Medeiros e com a doce melodia do musical que havia assistido naquela tarde, no cinema, ecoando na minha cabeça. Neste raro momento de paz, eu senti que tudo estava no lugar, porque mesmo que o mundo resolvesse desmoronar a minha volta, eu sempre teria o que me fazem bem para me socorrer e me abraçar. 

E aí, ela começou: a lista das coisas simples que me deixam feliz. Comecei, claro, pelo cinema, crônicas da Martha e cobertor quentinho. Acrescentei comprar um livro novo, visitar uma papelaria, cantar no carro, assistir The Big Bang Theory, comer morangos, dormir a tarde, sentir o vento no meu rosto, terminar um texto novo, desapegar de itens do meu armário, dar risada de vídeos no Youtube e ver fotos antigas. Ah, e claro, fazer listas. Os itens foram aparecendo com muita facilidade, e eu lembrei que, pra encontrar a felicidade, realmente não precisa de muito. 

Mesmo se você não for fã de listas, te aconselho a investir um pouquinho de tempo apenas nessa. Procure pensar em coisas que você possa fazer sozinho ou com, no máximo, mais uma pessoa. A ideia é que seja uma saída rápida e fácil. Acredite: quando você mais precisar, é ela que vai te salvar. 

6 comentários:

  1. Uau, que post maravilhoso!!! Adorei o texto. Estou tentando essa coisa de ser organizada, fazer uma listinha dos afazeres do dia, essas coisas rs. E é bem mesmo como você disse, parece que por um segundo você tem - nem que seja o mínimo - de controle da sua vida. Super bacana! :*
    Florescer Palavras

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    1. Raquel, fiquei tão feliz que você gostou!!! Nossa, as listinhas salvam meu dia, sem elas fico completamente perdida nas minhas tarefas! Faz isso sim que você só vai encontrar benefícios <3 Obrigada pelo carinho e volte sempre!!!

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  2. Amei esse post! Eu também sou a louca das listas, faço listas pra tudo. E gostei tanto dessa ideia de fazer de uma lista de coisas que me deixam feliz que vou fazer a minha exatamente agora. Obrigada pela ideia!

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    1. Yeeeey, então você me entende, Ju!! Te garanto que esta lista do bem vai ser a sua favorita <3 E eu que agradeço o comentário!!! :D

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  3. Olá
    Eu amo listas também. Completamente louca das listas. Todo dia eu escolho duas coisas do meu dia pra colocar numa lista de gratidão. Vai desde abraço que ganhei de manhã do meu filho, a comer algo que gosto muito, ou falar com alguém especial. Me faz ver que até os dias que estou bem pra baixo tem algo bom.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Lary, faço a mesma coisa! Amo minha lista de gratidão! Ela nos faz lembrar que sempre tem algo bom em cada dia, basta a gente saber ver! <3

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