14 de março de 2018

Resenha: "As Vantagens de Ser Invisível"


Ficha 
Autor: Stephen Chbosky
Número de páginas: 223
Ano de lançamento: 1999
Editora: Rocco
Classificação pessoal: 9/10

Sou completamente apaixonada pelo filme que foi inspirado neste livro. Então, lógico que eu era louca para ler a primeira versão da história, principalmente para ver se, de fato, as duas obras conversavam bem entre si. Neste quesito, já adianto: não me decepcionei. Tanto a essência do enredo quanto a grande maioria das cenas foram fielmente reproduzidas das páginas para a tela. Contudo, preciso afirmar, talvez pela primeira vez na minha vida, que ainda gosto mais do filme do que do livro. E o motivo é apenas um: o primeiro é bem mais leve do que o segundo.

Na obra, o leitor compreende muito mais profundamente o que se passa na cabeça de Charlie. Os demais personagens ficam em segundo plano para dar espaço aos conflitos internos de um adolescente tímido e que carrega traumas passados sem que ele mesmo se dê conta disso, enquanto tenta sobreviver ao primeiro ano do Ensino Médio, fazer novos amigos e ser aceito. Assim, você entende melhor o que ele quer dizer com "estou tentando participar mais", porque seu primeiro relacionamento era tão sufocante, o que de fato aconteceu na sua infância e suas alterações de humor, muitas vezes vivendo esta angústia junto com Charlie. Como fã da história, tudo isso foi muito enriquecedor e esclarecedor para mim. Por isso, amei. Mas, como eu disse, tal profundidade acaba dando mais peso para o livro. 

Além disso, Sam (primeiro amor da vida do jovem) e Patrick (irmão de Sam e um dos melhores amigos) são muito mais loucos no papel, os irmãos de Charlie são mais negligentes com ele (principalmente a irmã, que está vivendo seus próprios desafios, o que é mostrado muito superficialmente no filme) e o próprio adolescente abusa de bebidas e drogas para esquecer seus conflitos internos. Também senti falta da minha frase favorita, dita por Patrick no filme: por que não conseguimos salvar ninguém? Em compensação, tem muitas outras que eu adorei e que são um convite para reflexões sobre autoconhecimento. 

Concluindo: mesmo gostando mais da primeira versão que entrei em contato, adorei o livro, acabei bem rápido porque a leitura flui com facilidade e indico para os amantes de obras focadas em questões existenciais próprias da juventude (e que podem acabar perdurando para outras épocas da vida). 

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