7 de maio de 2018

Escolhendo o caminho


Como toda boa apreciadora do Youtube, estou sempre em busca de novos canais para assistir. Uma das minhas mais recentes descobertas foram os vídeos da atriz Fernandinha Souza, que me conquistaram logo de cara pela leveza e espontaneidade. Além de responder perguntas e TAGs, ela convida outros famosos para responder algumas perguntas. Uma das convidadas foi Bruna Marquezine, motivo pelo qual eu escrevo essa crônica.

Durante a conversa com Fernandinha, Bruna revela que começou a atuar muito nova. Questionada se ela sempre quis isso, ela disse que sim, foi uma decisão livre de uma menina de cinco anos. O que me faz pensar: como será a sensação de ter certeza do que você quer da vida desde cedo e nunca ter que passar pelas crises de “não sei quem eu sou, o que eu quero e para onde vou”? Eu não saberia.

É verdade que a escrita sempre fez parte da minha vida. Meus primeiros garranchos cobriam páginas e mais páginas de diários, e diversas vezes escrevi livros no computador que eu imprimia e encadernava, achando um máximo.  Sim, talvez o jornalismo fosse uma escolha que esteve em mim desde o começo. Mas não só de palavras é feita essa profissão. Daí as dúvidas que eu tive durante a faculdade e que às vezes fazem questão de aparecer mesmo agora, depois de formada. Porque a verdade é que a certeza total e completa do que você “quer fazer quando crescer” é um luxo que poucos tem.

Por isso que eu acredito na enorme importância de três coisas: praticar o autoconhecimento. Ir atrás do que faz seu coração feliz, independente do que os outros digam. E não ter medo de mudar de ideia.

Só quando você reserva uma parte do seu tempo para conversar com você mesmo(a) e entender suas paixões e desinteresses é que você começa a construir uma base para, depois, tomar a decisão de qual profissão/ocupação escolher. Nesse momento, é importante lembrar que, seja lá o que você escolher, no futuro, isso ocupará uma grande parte dos seus dias, então não adianta nada fazer o que as pessoas esperam e ser infeliz. Mas, se depois de um tempo você achar que o caminho que você tomou não faz mais sentido, planeje-se para muda-lo. Enquanto alguns seguem sempre o mesmo trajeto a vida toda, outros precisam virar aqui e ali para poder se encontrar. E tudo bem.

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