14 de maio de 2018

Sobrevivendo ao temporário


“People are temporary”. Vi essa frase circulando nas redes sociais um dia desses e ela casou certinho com uma reflexão que anda bastante presente na minha cabeça ultimamente: sobre como poucas coisas na vida são para sempre. É assustador pensar que, daqui a alguns anos, pode ser que as coisas e pessoas que te fazem bem hoje não existam mais. Dá vontade de sair por aí fazendo os outros prometerem que, não importa o que aconteça, eles vão continuar do seu lado. Esse tipo de promessa pode até oferecer um conforto ao nosso coração, mas não é verdadeira: a gente não consegue controlar o que está por vir.

Por isso que existe aquele sábio conselho de aproveitar o presente ao invés de ficar remoendo o passado e tentando adivinhar o futuro. É só no aqui e agora que podemos amar, abraçar, dar carinho e viver momentos que, se um dia serão apenas memórias, que sejam ótimas lembranças, daquelas que deixam nosso coração quentinho e uma saudade gostosa. Além disso, é no cotidiano que conseguimos dar motivos para as pessoas continuarem conosco; tentando, claro, sofrer o mínimo possível caso elas queiram seguir outros caminhos.

Isso não significa que não devemos fazer planos. Por exemplo, você não namora alguém pensando que, daqui há alguns meses, pode ser que vocês não estejam mais juntos. Da mesma forma, você não estuda ou trabalha sem pensar em como esses esforços vão te levar em direção aos seus objetivos. Mas, para sobreviver à impermanência da vida, a melhor coisa é aproveitar um dia de cada vez e deixar nossa marca por onde passamos.

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